Um estudo realizado pelo Instituto
Tecnológico de Aeronáutica (ITA), de São José dos Campos (SP), através do
professor Wilson Cabral de Sousa Júnior, especialista em análise de impactos
ambientais, aponta que os custos sociais da construção da usina de Belo Monte
podem alcançar 1 bilhão de reais.
O valor citado no estudo é
referente a fatores de degradação que vão ser causados pelas obras, como perda
da qualidade da água, da atividade pesqueira tradicional e ornamental,
prejuízos com turismo e o custo da emissão de CO2 e de metano na atmosfera.
O mesmo montante, de acordo com o Ministério da Educação, foi investido em assistência
aos estudantes de universidades federais nos últimos cinco anos.
Já o consórcio Norte
Energia, responsável pela usina, os investimentos para compensação dos
impactos sociais, econômicos e ambientais serão
da ordem de R$ 3,2 bilhões.
Potencial
A hidrelétrica, alvo de
duras críticas, terá papel fundamental no sistema elétrico brasileiro.
Será a maior do Brasil, com mais de 11
mil megawatts, e adicionará o correspondente a três usinas nucleares do tamanho
de Angra 2. E, ainda no período de maior vazão do Rio Xingu, a usina permitirá que os reservatórios das hidrelétricas do Nordeste sejam poupados.
Com todo esse potencial, quais outros tipos de energias poderão ser usados como alternativa a esta hidrelétrica? Precisamos de toda essa energia? A maioria dos ambientalistas acreditam que não precisamos da Belo Monte.
