Flanelinha é preso por extorsão no centro do Recife.
Loteamento das ruas do Recife com direito a mensalista.
Não faz muito tempo, nesta mesma Rua do Antigo Recife, eu e um amigo deixamos de estacionar só porque nos recusamos a pagar a “taxa do estacionamento” ao flanelinha.
É um absurdo, o cabra encosta e, em leve tom de ameaça, oferece seus “serviços” por uma módica quantia, estipulada por ele mesmo, pra “guardar” o seu carro. (Como se já não bastasse ter que pagar pelo bilhete zona azul, pra usar um espaço pelo qual já pagamos por ele até quando compramos um chiclete). Enfim, fomos à busca de uma vaga mais barata.
Quando finalmente conseguimos a bendita vaga, isso cerca de uns 30 minutos depois, encontramos uma amiga que nos disse: “olhem pelo lado bom, melhor que tá roubando!”.
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Minha revolta foi tamanha que não sei se tive mais raiva dela ou do infeliz, o "trabalhador" autônomo aí em questão.
Fiquei tão bestificada com aquele comentário idiota, que minha resposta foi: “ô imbecil, e não será isso um assalto? Tu se lasca de trabalhar o mês inteiro, paga absurdo de imposto disso e daquilo pra vagabundo vir te ameaçar e levar teu dinheiro. Foi por agir assim, com peninha e sentimentalismo barato que a sociedade acabou criando tantos monstros! ACORDA!”
Às vezes custo a acreditar que mais gente pensa assim, no entanto, a essa altura, não dá pra concluir outra coisa, e temo que também não dê pra voltar e mudar tudo.
Esse tipo de problema, (bem como o da mendicância, menores infratores, sem terra e etc), já enraizou, justamente por conta dessas pessoas, complacentes demais com os outros e de menos consigo, que começaram dando uns trocados, pagando pra usar o que por direito, sim, já era seu, ao invés de no mínimo chamar a polícia (que nem sei se resolveria muita coisa, mas paga-se por ela também, pra alguma coisa há de servir) pra tentar coibir tais abusos, mas a gente se acostumou a ceder a todo tipo de chantagem, antes as de apelo sentimental: “eu olho seu carro, pódexá. Me arruma um trocado preu fazê um lanche, tio?”. Hoje em dia, as de simpático tom persuasivo: “melhó pagá, pra evitá que aconteça alguma coisa com seu carro.”.
Ah, tenha dó! Eu não cedo... Foda-se!
Pois é... acertou quem pensou: "a borboleta não vai pro céu."

