Manchete de Ontem: Americana ganha dinheiro dormindo de conchinha com pessoas carentes de afeto
Não sei quem é o pior dessa história, a moça que achou um nicho de mercado ou as pessoas que a contratam.
Sabe o que é mais contraditório ? É dos Estados Unidos, um lugar onde um pai é processado porque o filho de três anos deu um beijo no rosto da amiguinha de escola. Um pais com um puritanismo que acaba gerando pessoas carentes a depender desse tipo de serviço.
Vamos pensar no nosso universo. Tudo bem, nem todo mundo tem alguém para se aconchegar durante a noite. Mas pense, nessa semana você deu ou recebeu pelo menos um abraço não ? Mesmo a pessoa mais comedida no minimo ganha um aperto de mãos com um tapinha nas costas carinhoso de alguém.
Para nos brasileiros é estranho a alguém precisar pagar para ter esse tipo de afeto. Vivemos em uma cultura, que ao sermos apresentados pra alguém já damos um beijinho no rosto (ou dois ou três, sei que varia de região pra região) e basta apenas alguns minutos de conversa para trocar um abraço caloroso, e sem alguma "segunda intensão".
Mas eu fico com medo, com medo desse tipo de profissão crescer, com um medo de que crie uma "monetização sentimental". Pessoas acostumas a pagar por carinho, atenção e aconchego, assim como estão acostumadas a pagar por um pãozinho na padaria .
Pessoas que comecem a banalizar a atitude de querer estar junto de alguém, de querer "ser confortável para outra pessoa.
Eu tenho medo, seu SINTO medo. Ainda como quero sentir carinho por alguém a ponto de querer aconchega-lá nos meus braços. E eu sei que isso não tem preço. Espero que muitos ainda continuem sabendo.
