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sábado, 12 de janeiro de 2013

Qual o limite?





É uma pergunta que se aplica tanto à ação do Guarda Municipal quanto à conduta do grupo de hackers - alguns sites estão dizendo que se trata do Anonymous - que se prontificou a divulgar os dados do indivíduo, causando uma série de (talvez até merecidos) transtornos.

A nossa polícia em geral é vista com maus olhos por parte da população. O abuso de autoridade é recorrente, especialmente nas áreas mais carentes da cidade. Moradores que deveriam ver a polícia como força de segurança e ajuda se encolhem de medo ao ouvir as sirenes que anunciam as viaturas e se escondem, pois não confiam na polícia que deveria protegê-las. 

O caso do rapaz skatista é até leve, especialmente quando consideramos todos os mortos na conta da ROTA que "resistiram à prisão, atiraram contra a polícia" mas, incrivelmente, morreram com tiros à queima roupa e com sinais de execução. 

E o mais incrível é ver que policiais conhecidos pelo seu extenso currículo de mortes "em perseguição" conseguiram se eleger vereadores em São Paulo, destacando-se Paulo Telhada e Conte Lopes. Isso mostra que, mais do que problemas dentro da polícia, a população também tem problemas - na hora de pensar, na hora de votar.  Me perdoem, mas não considero que "bandido bom é bandido morto". Acredito com todas as minhas forças que todas as pessoas tem direito a um julgamento justo e idôneo, e que ninguém, NINGUÉM, tem o poder de condenar uma pessoa à morte, isso é pura barbárie (e antes que venham me falar que "blablabla você não sabe o que sente o parente de quem perdeu alguém, blablabla direitos humanos para humanos direitos, blablabla" informo que tive, sim, parentes próximos e queridos levados pelo crime e não desejo a morte das pessoas que cometeram tais crimes, independente do grau da minha dor, então me poupem ao menos desse argumento).

Voltando - porque eu meio que fui mais longe que esperava na argumentação -, considero a atitude desse policial repulsiva. Especialmente por ele não estar uniformizado e chegar atacando sem nem perguntar o que ocorreu. Para começar ele nem deveria se meter. Pior a atitude das demais guardas que ficaram olhando. Isso mostra o quão podre está parte de nossa polícia e é vergonhoso.

Mas também não considero correta a divulgação de dados pessoais do guarda no Facebook. Isso causa uma bagunça generalizada. Imaginem se esse cara é atacado em sua residência? Se é linchado na rua? Isso pode perfeitamente acontecer. E por mais que ele tenha sido um completo boçal em sua atitude,  seu lar não deve ser jamais violado. Afinal, pode ser que ele tenha uma família, pessoas que serão afetadas por sua imbecilidade sem terem nada a ver com o ocorrido.

É algo a refletirmos. Talvez, se nossa força de segurança funcionasse melhor problemas assim não aconteceriam; se problemas assim  não acontecessem, grupos como o Anonymous não sentiriam a necessidade de fazer justiça com as próprias mãos e, talvez, causar um problema ainda maior, uma verdadeira bola de neve.

Enfim, é acompanhar e ver no que dá. Aposto que esse cara nunca mais vai se atrever a fazer algo assim. Não foi da melhor forma possível, mas o castigo veio.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Fora @sarney

Americana se diverte ao ser confudida com Sarney no twitter





Ok, eu sei que a notícia é muito velha. Mas eu só descobri a piada agora, então, vamos desconsiderar o atraso na história.

A moça bonita da foto aí é Sarah Law Wu e o twitter dela é @sarney. Ela é americana, uma usuária comum do twitter, como outra qualquer. Mas ela deu o azar de escolher como username o "@sarney" e virou uma piada pronta. Ela recebe, diariamente, diversas mensagens, algumas achando graça da situação, outras com ofensas dirigidas ao presidente do Senado.

O que me chamou a atenção - além da hilariedade da situação - foi a disposição das pessoas para protestar pelo twitter. Algo que venho observando há um tempo já. Afinal, é muito fácil você protestar colocando a #hashtag "Fora Sarney" no final de todos os seus tweets, mas na hora de levantar a bunda da cadeira e vir aqui pra Paulista fazer protesto embaixo do sol quente ninguém quer.

E eu falo isso com conhecimento de causa. Nos 6 meses, desde que meu departamento mudou aqui pro lado do Masp, ao menos 1 vez por semana temos algum protesto aqui na Paulista. E raramente aparecem mais que 100 pessoas para protestar. É muito barulho e muito protesto, mas pouca objetividade e nada de gente.

A maioria das pessoas protesta por salários melhores, liberdade sexual, mais educação etc, mas não vi um protesto sequer contra a corrupção nos últimos seis meses por aqui. O que pensar disso? Não sei. Eu também não tenho tempo para sair pra rua protestando. Tento cumprir meu dever cívico votando no que acredito ser melhor para o país. Isso me faz melhor que os manifestantes de twitter? Não né?

No final, resta apenas a piada. A @sarney continuará recebendo ofensas por um bom tempo e o protesto que deveria existir na realidade permanecerá apenas na internet. Triste, mas é o que temos pra hoje.


Melhor tweet com a melhor resposta.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Você cegaria alguém?

Manchete de Ontem: Iraniana deformada ganha na Justiça direito de cegar agressor


Acredito que a maioria lembra-se desse caso, a iraniana Ameneh Bahrami recusa-se a casar com o jovem Majid e então ele a persegue, ameaça e por fim joga ácido em seu rosto. Ameneh fica transfigurada e cega.

O machismo está logo ali e aqui, não se enganem, cerca de 10 mulheres morrem por dia no Brasil vítimas de violência doméstica, número esse, inclusive, muito otimista, pois há muitas que não denunciam e outras que desaparecem. Enfim, mas o texto não se trata disso.

Hoje, especificamente, minha pergunta é: você cegaria o Majid?

Ameneh ganhou o direito de aplicar a Lei de Talião (dente por dente, olho por olho) e Majid estava já no hospital para ser cegado, mas ela desistiu e não retribuiu.

Cegar o homem seria vingança ou justiça? Isso faz diferença?

Ameneh Bahrami pós ataque

Eu não sei, de verdade, se deixaria ele ser punido. Minha vontade é que ele sinta na pele o que causou à moça, mas é duro saber que esse castigo vem pelas próprias mão, não é? Se a "polícia" o pegasse, prendesse e a justiça decidisse essa punição sozinha, talvez eu pudesse dormir sem culpa e ao mesmo tempo aliviada, mas estando em meu poder decidir isso, acredito que não faria.

Ela teve muito caráter, seja como for. Agora ela pretende lançar um livro contando a sua história, que no final, podia ser a minha e a sua.

sábado, 6 de outubro de 2012

Bases Sólidas

Adriano é visto no Flamengo como pessoa doente e que necessita de ajuda


Eu gosto de futebol.

Gosto de assisir pela TV, gosto de ir ao estádio, gosto de discutir sobre, analisar escalações, torcer, gritar, me emocionar. Eu gosto mesmo de futebol.

E não é de hoje que acompanho a situação do Adriano. Desde o ano passado, quando ele foi contratado pelo Corinthians, meu time do coração, acompanho a carreira do jogador. Não vou falar especificamente dele pois não acho que tenha propriedade para isso. Os problemas pessoais do jogador são, bem, problemas pessoais do jogador. Ele tem que resolver. Mas gostaria de discutir rapidamente alguns fatores que geram jogadores de grande talento como o Adriano, mas com pouca capacidade psicológica para lidar com os louros do sucesso.

Esses dias li um post no blog do Rica Perrone onde ele determinada os motivos para o jogador de futebol brasileiro ser diferenciado: o fato de muitas crianças crescerem em favelas, em meio à miséria, sem estrutura de treinamento e etc. Segundo ele, por esse motivo, as crianças criavam habilidades incomuns e excepcionais, pois tinham que se virar nas situações mais drásticas (até procurei o link, mas não consegui localizar). Concordo com ele totalmente. Nossos melhores jogadores tem origens extremamente humildes e o preparo que recebem para atuar em campo não se reflete na sua educação. 

Aí o cara cresce e aparece. Vai para o exterior, ganha o mundo, ganha dinheiro, vira ídolo. Mas no fundo ele ainda é o mesmo moleque humilde, que teve pouco estudo, que não está psicologicamente preparado para suportar a responsabilidade de ser o exemplo. Mais: o cara não tem noção do que é a imprensa. De como esses urubus ficam rodeando as pessoas esperando a mínima falha para noticiá-la em todos os jornais.

E o menino, que não teve estrutura para crescer bem, vira uma bomba relógio. Se joga no álcool, se joga nas drogas, se deslumbra com as capas de jornais. Anos depois, quando a carreira começa a declinar, ele é capa de jornal não por suas jogadas, mas por suas noitadas. Afinal, no Brasil, jogador de futebol não pode se divertir. Tem que viver dentro do CT. Treinando, treinando, treinando.

Não vou ser hipócrita aqui de dizer que a situação do Adriano não é culpa dele. Ele é adulto e precisa ser responsável pelos seus atos. Mas a pressão da imprensa, a infância difícil e a educação incompleta contribuíram muitíssimo para que ele se tornasse a dúvida que é hoje.

Será que não está na hora de nossos clubes prepararem seus jogadores para as situações extra-campo? Qual é o papel do clube na preparação psicológica dos atletas? E, ainda, as categorias de base de grandes clubes não deveriam conter, também, aulas ESCOLARES, que tragam aos jogadores o mínimo de capacidade crítica e nível cultural?

Mas isso tudo é caro e inocente é aquele que acha que futebol existe para divertir as massas. Futebol existe para gerar dinheiro e só. Por isso, não faz diferença se o Adriano, o Neymar ou o Ronaldo têm capacidade para viver bem após a carreira futebolística. O que importa é que, em seus dez anos de carreira, eles gerem muito dinheiro para o clube e o que vão fazer da vida depois é um problema deles. Com ou sem preparo. Se a carreira for um sucesso, terá dinheiro para o resto da vida. Se não der certo, terá que trabalhar como qualquer ser humano comum depois, mesmo com o joelho detonado por causa do futebol.

Admiro o que o Flamengo faz, no momento, pelo Adriano. Alguém precisa fazer, alguém precisa acreditar. Mas acho também que esse é um exercício de remediação. Se houvesse sido feito um trabalho psicológico talvez essa situação toda não estivesse ocorrendo.


sábado, 29 de setembro de 2012

Mulher de Jesus

Manchete de Ontem: Papiro que cita mulher de Jesus causa controvérsia entre especialistas

Todo mundo tem lá suas crenças, ou não crê em nada. Tudo bem, sou da paz e não estou aqui para evangelizar ninguém, mesmo porque não tenho o dom. Porém se quiser falar de Deus comigo, teremos uma agradável conversa, ainda que você tenha outra crença...

Sou católica. Se apostólica romana, não sei. Tipo assim, sou Deus no coração. E sendo Jesus o filho de Deus e ao mesmo tempo Ele mesmo (o que eu nunca entendi muito bem, mas sempre confiei que assim o é), sou Jesus no coração. E o Espírito Santo também! 

Não me xinguem, é a minha crença. Fé se explica? Crença? Não, né? Então eu te respeito, você me respeita e a gente vai ali tomar um café juntos sem problemas.

Agora tem acontecido uma coisa.

Lá vou eu, todo final de semana, alimentar meu espírito e ouvir o Evangelho. O padre faz lá os rituais católicos, lê o evangelho e vai "pregar" a palavra. Acontece que o padre tá fazendo uma coisa meio chata. Ele tá me explicando um monte de coisa que eu não quero muito saber. Eu quero a aplicação prática, eu quero que ele me explique a palavra de Deus, e não que fique dando voltas sobre a cultura da época e tudo mais. Se assim eu quisesse saber, eu faria teologia, não acha não?

Aí num belo dia o padre falta (curiosamente, porque foi visitar um outro padre que foi operado de hemorróidas - se você rir, mais 7 anos no purgatório hein!) E neste dia quem vai "pregar" é o diácono.

Eu não sei bem a divisão das hierarquias entre os cargos da igreja, só sei que tem Papa, Bispo, Padre, Diácono e o Coroinha. (Agora que vou chegar no tema do meu post, não se irrite!) e o diácono pode se casar, ter família... ó que legal!

Pois o diácono, que tem a família e tudo mais, foi pregar a palavra e explicou bem como ninguém a palavra de Deus. Evangelizou. Trouxe pra vida real o que pareceria inócuo na leitura pelo padre!

Aí me veio uma coisa quando eu li essa reportagem: "Poxa, Jesus podia mesmo ter tido uma esposa. E sabe? Podia ser que os homens que foram traduzindo a bíblia, tivessem omitido isso mesmo. Quem sabe se o padre pudesse se casar, não haveria de estarem mais integrados na nossa realidade para poder pregar a palavra?!"

Porque, gente, eu posso ser católica o tanto que for... mas esse negócio de celibato aí... não tá certo não. Isso é artifício para os padres não terem que dividir os bens que seriam da igreja, hein.

E eu te pergunto... que mal teria Jesus ter tido uma mulher?




quarta-feira, 19 de setembro de 2012

De peludos para peludos




Ano passado eu estava indo a padaria numa tarde, então me deparei com um filhote de cachorro, muito do bonitinho e como bom cachorro filhote que era começou a balançar o rabinho e vir até mim, reparei que ele estava perdido, tinha coleira, talvez fosse de alguém ali perto, então resolvi sair perguntando para as pessoas das casas próximas ali se conheciam o cachorro. Até que vi uma Kombi e uma criança e sua avó lá dentro, fui perguntar pra eles, até porque crianças normalmente adoram os bichinhos, quando o menininho olhou pro cachorro, ele começou a ficar meio inquieto, foi quando reparei que a criança tinha algum tipo de deficiência motora, aí a avó toda feliz me perguntou onde eu tinha encontrado o cachorro e o garotinho todo ansioso e feliz já me pediu para segurar o cachorrinho. Conversei um pouco com a senhora que me contou sobre os problemas de saúde que o neto tinha e também os tantos outros que ele deixou de ter depois que ganhou o tal do cachorrinho. O menino não conseguia segurar um monte de coisas, mas segurava muito forte o cachorrinho, até tinha que tomar cuidado para não sufocá-lo.

Essa é uma das histórias em que você percebe o tanto que os animais não devem ser visto só como animais e que não precisam de cuidados tão especiais quanto nós precisamos. Igual no caso do menininho, ele tinha uma avó que o amava, tinha pais super cuidadosos, tinham médicos bons e foi justo o amor tipo Felícia que ele passou a desenvolver por um animalzinho que atenuou um pouco seu problema de saúde.

Agora imagine se um dia o cachorrinho desse menino viesse a ficar também doente e os responsáveis pelo menininho não tivessem condições financeiras para manter o cachorro numa clínica veterinária? Deixa o cachorro morrer? Explica para o menino que o cachorro era só um animal e que quando fica doente a gente deixa morrer?

Bom, esse foi só um exemplo, são muitas histórias de companheirismo, amor e ajuda dos animais para com os humanos. Por isso, é importante sim eles também serem ajudados por nós, existem donos sem condições de bancar um tratamento em clínica veterinária particular e existem muitos animais precisando de donos. Não dá para ficar esperando a pessoa ter uma condição financeira maravilhosa para comprar/adotar um bichinho. Por isso, se a pessoa puder oferecer amor, alimento e um lar, já pode sim ter um bichinho e ajudar a diminuir a quantidade de peludinhos órfãos por aí.

E assim como nós, os bichinhos também ficam doentes, também precisam de cuidados médicos e os “familiares” todos ficam querendo ver a melhora o mais rápido possível. E como normalmente no Brasil, você já deve ter reparado, não são as famílias mais ricas que cuidam de mais bichinhos, é muito importante sim que o Estado tenha um compromisso com esses animais e com esses donos. Não somos superiores a eles e não concordo que precisamos deixar o mundo perfeito para depois pensarmos em como tratá-los melhor. Até porque tratar bem os animais não deveria ainda ser um assunto em pauta, deveria ser uma realidade.



sábado, 8 de setembro de 2012

Shopping é praia de paulista

Litorâneas tem lentidão em SP; Imigrantes tem 28 km de filas

Bom, se for mesmo, deve ter uns 5482948293 shoppings na baixada, porque o pessoal se submete a quilômetros de filas só pra curtir as tais praias de paulista - as de verdade: Santos, Praia Grande, Guarujá...

Mas o negócio é que todo santo feriado é a mesma coisa. O povo - eu incluída - passa horas e horas na fila pra descer para o litoral. E quando chegamos lá, vejam que delícia, tá tudo cheio. Horas de filas no supermercado, horas de filas na padaria, horas de filas para estacionar... Isso sem contarmos as filas para comer, usar a ducha da praia e ser atendido no quiosque. Esses fatos apenas comprovam o que eu falei na minha estreia aqui: paulistano ama uma fila.

Bom para os pobres, que resolveram ficar em casa no feriado (eu incluída, não que eu tivesse muita opção mas, enfim...) e que notam que, por mais que pareça que todo mundo desceu pra praia, a cidade toda quer ir pro cinema!! Que lota, adivinhem, os shoppings! YEAH! Mais fila.

É. Tem dias em que ser paulistano é uma merda mesmo.


Metrô Sé, sentido Zona Leste, às 18h. Calor humano delicinha.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Da nostalgia nossa de cada dia...



Pra longe, bem distante mesmo, dessa ameaça que a volta do palhaço Bozo pode estar causando ao Patati e ao Patatá, foi a minha lembrança quando li a notícia.

Confesso que nem lembro bem do que passava na tevê nesse tempo, mas, lembro bem da figura desse palhaço que junto com Papai Papudo, Vovó Mafalda e uma turma alegravam as manhãs infantis na década de 80... e, Nossa Senhora! Juro que consegui sentir o cheirinho gostoso do arroz com manteiga que minha avó preparava, (o que talvez justifique os meus muitos quilos a mais nos dias de hoje ¬¬‘). Poxa, que tempo bom...  que saudade das férias no sítio, das brincadeiras, das risadas com os meus primos, dos carrinhos de lata, feitos por tio Fernando, das bonecas de pano, feitas por vovó Mena... saudades de vovó Mena... de sentar do lado de vovô Zezinho e ouvi seus causos, sentindo o cheiro bom do fumo de rolo que ele pacientemente cortava bem miudinho, sentado sempre na sua cadeira, que até hoje permanece no mesmo lugar da sala... saudades de vovô Zezinho... dos arranca-rabos com a prima Valéria, aquela praga... deu até saudade dos os gritos de pavor de mainha que ficava histérica, quando via seu jardim mais uma vez ir parar nos pratos das bonecas, guarnecendo bolinhos de areia e bife de cacos de tijolo... especialidades da casa.

Vige! Saudade de tudo, principalmente dessa infância inocente e saudável...

Acredito que mais do que conquistar novos públicos, ou causar discórdia no SBT, esse retorno de Bozo vem pra revirar muito baús de lembranças, que quem nasceu, ou melhor, viveu à década de 80, sabe do que estou falando, vem pra proporcionar, certamente, muitos outros momentos assim... de memórias muito felizes.