Atirador de Realengo jogava games violentos
Opinião de Renato Bueno no Kotaku BR sobre o link acima
Jogos violentos ajudam a reduzir stress e depressão (inglês)
Recentemente foi lançada no twitter a tag #videogamemata, em resposta às insinuações que surgiram sobre jogos e comportamentos desajustados. Lembro de jogar Prince Of Persia (1989), apresentado por meu pai. Quando morria ou matava o vilão, aparecia sangue em 8bits, bem vermelhinho.
Call Of Duty - Black Ops se tornou a maior arrecadação em vendas da indústria do entretenimento, seguido pelo filme Avatar, que trata da invasão de um planeta bonitinho por humanos. Todo mundo no cinema torceu pela aniquilação dos humanos colonizadores.
Poucos livros conseguem ser tão violentos quanto o mais vendido do mundo, a Bíblia Sagrada: Deus brigou com um rei, e decidiu matar seu primogênito, o primogênito do padeiro do rei, e do ferreiro, do cocheiro, do vizinho...
A violência é, de certa forma, inerente à natureza e história humana. Em minha concepção, sua presença de forma tão realista em jogos permite apenas que canalizemos as tendências homicidas que o meio nos provoca em um ambiente virtual. Assim como as artes marciais.
Brinquei com vários jogos violentos ao longo de meus mais de 20 anos de convívio com games. Em casa, nunca me faltou educação, e presença dos pais. Não há televisão e video game desligados que segurem a falta de ensinamentos sobre ética, sobre retidão. Até hoje jogo todos os dias, tenho 26 anos, trabalho na mesma empresa fazem 7 anos, e dizem que sou uma pessoa criativa, inteligente, tranquila, bem humorada. Um amor de pessoa. :)
Meus filhos viram Kratos decepar a cabeça de Hélio, cortar as pernas de Hermes e furar os olhos de Poseidon em God Of War III. Quando peguei Modern Warfare 2, o mais novo, disse todo meloso: "posso zogar aquele zogo muuuito violento do peyteyxon teis?" - como lhe negar? Rapidamente tive que lhe apresentar a expressão "headshot" - o garoto tem uma mira ímpar. Ainda assim, ambos imitam miados e ronronados quando os abraçamos, beijamos e fazemos cafuné - e eles pedem por isso. Tratam muito bem seus colegas de escola e os cinco gatos de estimação, que não cansam de pegar no colo, esfregar no nariz e alisar. São crianças amorosas, doces, nunca tiram notas baixas, se esquivam de suas responsabilidades escolares ou faltam com o respeito em casa.
O video game para eles, assim como foi para mim e para qualquer pessoa normal, é um brinquedo.
A educação, a moral e a educação vem de outro lugar.