Pois bem, o que dizer sobre isto não é? Alguns diagnósticos podem até passar pela cabeça de alguns leitores ao verem tal estranheza, mas acho que não cabe aqui tal tipo de julgamento. Alias, não creio nem que sejam obcecados por coisas estranhas. Os obcecados são voyeuers leitores de revistas como "mundo estranho" e coisas afins...Diria, talvez, obcecados por suas próprias questões...
Mas então, que prazer estranho é este? -De comer esponja?, talvez perguntem. Comer esponja, vestir-se de bebê ou tatuar cenouras é gozar de si mesmo. Mas enquanto ao prazer do estranho, este que impulsionou a própria jornalista a escrever tal matéria? O prazer de ver o estranho no outro.
Olha, até poderia sugerir que observar no outro o que é universalmente (na cultura ocidental) estranho faz-nos sentirmos mais normais e, dentro das normas, obedientes da cultura.
Obviamente não vou recitar aquela máxima "o que é loucura para um pode não ser para o outro..." Bobagem!
Todos riem do estranho. A cultura ri do estranho, ridiculariza e exila.