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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Sobre a educação dos filhos & religião

Conheça as razões mais comuns para o divórcio, segundo advogados

A reportagem aponta quais são os principais motivos que levam ao divórcio. Entre traições, inclusive virtuais, pontua também as divergências na escolha do modo de criar os filhos como um dentre os motivos que mais ensejam o fim do casamento.

Rumores indicam que o fim da união entre Tom Cruise e Katie Holmes, por exemplo, foi motivado por Katie ser contra a iniciação da filha, Suri, na Cientologia, que é a religião seguida pelo ator.

Quando eu li isso, me veio uma vontade imensa de discutir sobre o assunto, porque eu tenho uma opinião que muitas vezes é encarada com polêmica.

Na minha humilde mas formada opinião, acredito que os filhos devem ser criados para ser bons cidadãos. Nada mais. E esses bons cidadãos não devem ser assim coagidos por medo de algum deus que os castigue, ou por princípios fundamentados em religiões e filosofias diversas. Devem ser bons cidadãos por assim é que todo ser humano deve se portar. É um dever, inerente a conduta humana.

Ora, o ser humano deve ser educado para ser bom. Para não infringir leis. Para ser honesto. Para ter consciência da sua cidadania. E fim de papo.

Crianças não devem ser levadas para escolas religiosas, por exemplo. Porque isso pode criar um conflito terrível quando adultas (eu passei por isso). Crianças devem ser educadas no que eu chamo de "conceito branco".

O conceito branco é um espaço de aprendizagem meramente social, em que a criança aprende a ser gente, digamos assim, sem se revestir de dogmas e crenças. As crianças devem aprender a ser corretas. Crescendo (ou ainda pequenos) e tomando consciência do mundo e do seu eu (ou mesmo sem tomar), elas que decidam, COM LIBERDADE, que crença seguir. Sem conflitos. 

A educação é a educação. A religião é a religião. Não deveriam se misturar.

E se esse foi o motivo que fez Kate se separar de Tom, fez bem.

Por fim, para os que estejam pensando que isso é uma afronta à evangelização praticada pela minha religião (católica), eu discordo. Eu só sou a favor da liberdade de crença. E da educação como um desmembramento da laicidade. Nada mais.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Fundamental é mesmo o quê???




Parece que aqui, na Espanha, ou no Sri-Lanka* as pessoas estão sempre à procura de um par, de um companheiro(a), da metade da laranja, da tampa da panela, do pé que calça o sapato velho.

Com esse mundo tão conectado, de tantas possíveis interações, ainda há quem se sinta só? Óbvio que sim. Algumas coisas não são conformadas com o uso de apenas alguns sentidos. É preciso o toque, o tato. Além disso, a convivência, o partilhar, dialogar, dividir e, por que não, o debater, discutir e junto a tudo isso, crescer.

Se considerarmos as possibilidades apenas pela tradicional, conservadora, bíblica e cristalizada divisão sexista, lamento informar, a coisa tá difícil. Há mulheres demais e as justificativas vão desde a perspectiva biológica ao potencial bélico de cada lugar.

Isso significa que se ampliarmos o campo de busca para a totalidade, procurando ‘pessoas’, simplesmente, ao invés de homens e mulheres e ao invés de buscarmos príncipes em seus cavalos e princesas em seus castelos o problema estará resolvido? Sinto decepcionar de novo, mas creio que também não. A busca não é aleatória e requer um perfil mínimo. Você quer uma pessoa legal, inteligente, interessante, que trabalhe (ou pelo menos que tenha disposição para), que queira construir junto, seja bem humorado, compreensivo, delicado, etc., etc., etc. E claro, se ainda sobrar espaço pra ser lindo de viver, tá valendo.

Pronto. Fechou o cerco novamente. De qual andar devo me jogar?

Na verdade, esse negócio de amor, relacionamento, namoro, casamento e afins, coloca qualquer Las Vegas no bolso. É aposta pura. É tentativa. É dar a cara à tapa. Se jogar mesmo e ver no que dá. Só a experimentação pode confirmar ou reprovar. Não há certificado de garantia, mas tem devolução, viu? O aparentemente perfeito, sacramentado em juras de eternidade também pode acabar. E diagnosticar que é hora de acabar mesmo, é tão importante quanto perceber que é hora de juntar. Não creio em nenhum Deus que queira a infelicidade de alguém que jurou amor eterno em algum ritual. Penso que o ‘eterno’ de Deus também é só enquanto dura.

E depois? Procurar de novo, oras! Ou não. Há, acredito, quem se baste. Só não admito isso como discurso vazio, arrogante, prepotente. Não há porque ter vergonha de não querer ser só e desejar sim, um parzinho de pés pra esquentar os seus. É recolher as fichas que tem e rumar ao jogo.

E pra você? “É impossível ser feliz sozinho”?


* Eu também não sei explicar o uso do Sri-Lanka toda vez que quero citar um outro lugar além dos que estão em pauta. Obrigada.