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domingo, 5 de agosto de 2012

Ainda tem jeito?

Manchete de Ontem: Vida de moradores de rua tem reviravolta após devolução de dinheiro.

Eles moram embaixo de um viaduto em São Paulo. Ela sequer sabe a própria idade. Vieram cada um de um lado do Brasil e não conseguiram se estabelecer dignamente. Tudo é muito triste, mas para mim o pior é ter que ler que eles encontraram algo que não os pertencia, procuraram a polícia, entregaram o achado, e viraram notícia por isto. Por serem honestos. Por fazerem o que seria o óbvio. Mas seus atos os tornaram exemplo. 

Triste um país que tem outros exemplos, não é mesmo? Dizem que foi $20mil. Porra, aquilo daria para morarem pelo menos dignamente por um tempo. Comer comida, não resto ou doação. Mas parece que eles nem pensaram nisto: assustados, foram atrás da polícia. Entregar o que não é deles. Vira e mexe estas notícias pipocam por ai.

 Até quando isto será notícia por ser diferente? Fora do padrão? Quando tem estes rebus e discussões a respeito do futuro, sei lá, sou tão ignorante nisto... Penso no presente. 

O que fazemos agora é o que importa, até porque as consequências de nossos atuais atos criarão este futuro ai. Pelo que vejo à minha volta, não sei se quero estar aqui quando este tal de futuro chegar... Triste, muito triste. 

Desculpe o texto pobrinho e com um quê de melancólico. É que me entristece demais saber que coisas assim ainda são notícia... Até quando isto? Ou, a pergunta que mais me amedronta: será que ainda tem jeito?

terça-feira, 12 de junho de 2012

O Assunto do Momento






Quando algo assim acontece e é insistentemente mostrado na mídia de todas as formas e com todas as cores e detalhes possíveis, a primeira cena que me vem à mente é da redação de um jornal, seja lá qual for. Imagino que a maioria das pessoas no local sente uma grande euforia porque terão material de sobra por muito tempo para ser usado à exaustão. E então eles escrevem , falam, entrevistam, fotografam, perseguem, julgam, condenam, “formam opinião”, voltam atrás, convencem as pessoas com outros argumentos e falam, falam, falam. E isso pode acontecer por semanas e meses e depois o assunto volta à tona de novo por algum outro motivo. Enquanto isso, ficamos do outro lado, lendo, ouvindo e discutindo sobre isso, até que eles, ao parar de falar do assunto, nos mandem parar também. 


terça-feira, 29 de maio de 2012

You could have it SO much better...


Manchete de Ontem: PM usa gás de pimenta em público que ficou de fora do show do Franz Ferdinand

  

Um show de uma banda internacional famosa, num lugar lindo e sem pagar nada por isso. Vale a pena? Quem vai a um evento grande e de livre acesso como esse já sabe ou deveria saber que provavelmente estará lotado, talvez seja melhor chegar mais cedo, é bom tomar cuidado com seus pertences, é bom planejar bem como chegará e sairá do local etc. Se você não consegue lidar com coisas do tipo, melhor nem ir.

No caso do show do Franz Ferdinand, independente de ter havido problemas com a organização do evento ou de a polícia ter agido de modo excessivo, acho que o grande problema é uma coisa que as mamães deveriam ensinar e que os filhos deveriam aprender: educação. Isso de empurrar, fazer tumulto, criar confusão e bater uns nos outros é algo que eu realmente não consigo entender que seres racionais e civilizados ainda façam. Se todo mundo começar a usar violência cada vez que se decepciona com alguma coisa, a chance de tudo dar errado é absurdamente maior. 

E cá entre nós, acho que o jeitinho de ser do brasileiro também não ajuda muito. Isso me lembrou um vídeo que vi esses dias: 




terça-feira, 8 de maio de 2012

O que te interessa?

Manchetes de Ontem: 

Hoje não comentarei de uma notícia em sí, mas da dinâmica do que é veiculado, seja na televisão, seja na internet. 

Talvez por otimismo e ingenuidade, geralmente eu atribuo o desinteresse do brasileiro mediano pela política ao fato de sermos uma democracia relativamente recente, e consequentemente imatura. No período da ditadura, a alienação política era até mesmo uma maneira de manter-se vivo e longe de problemas, e talvez ainda estamos em uma fase de transição.

Vejo, principalmente, o destaque dado à desgraça alheia, seja ela intencionalmente provocada ou acidental. De qualquer forma, notamos que a maioria da população cria dentro da mídia um nicho de mercado asqueroso: o do escárnio. Chegamos ao limite do mau gosto, a ponto de confundi-lo até mesmo com humor. 

Há anos eu desliguei minha TV, com o firme propósito de me manter distante de toda e qualquer programação veiculada através dela. Ultimamente, ando pensando se devo também desligar minhas redes sociais, ou mesmo meu computador, de uma forma geral. Afinal, abro o jornal para saber se há algo relevante acontecendo com o mundo, e quando não há a exploração desumana do estado de saúde do tal Pedro filho do Leonardo, o que a maioria dos portais de "notícia" me dão informações prolixas sobre o processo que a Caroline Dieckmann move contra um oportunista imoral, ou sobre a ferrari sem placa de Thor Batista, ou ainda sobre os degolados de Doverlândia. 

Enquanto isso, nem mesmo no rodapé, tem-se notícia das fotos de Cabral e Cavendish, porque para o público geral as tentativas de Dieckmann de reaver sua privacidade (e aproveitar-se da situação enquanto ela não o consegue) são mais relevantes que as relações suspeitas entre o governador do Rio de Janeiro e o emprenteiro que só naquele Estado abocanhou quase 1,5 bilhão em contratos públicos.

Notando tudo isso, um desânimo toma conta de mim, e percebo que, na verdade, não é por falta de se habituar à democracia, mas por uma pobreza de espírito incalculável que seguimos à deriva, vítimas de homens que brindam na Europa nosso interesse na indecência e desgraça alheia, quando nos falta olhar com um pouco mais de atenção o que realmente importa.


"It's a violent pornography Choking chicks and sodomy The kinda shit you get on your TV" - System Of a Down

domingo, 23 de outubro de 2011

Quanto tempo o tem...


A reportagem acima trata sobre questões referentes ao tempo: sua pressa, seu significado e interpretações. Bem, certamente podemos dizer que o tempo se trata de uma percepção.

Todos nós já sentimos a situação de quando, por exemplo, estamos fazendo algo que gostamos, o tempo passa muito mais rápido. Ou quando estamos naquela situação chata, aonde o tempo demora pra passar (ou ás vezes até volta alguns segundos...)

Bem, onde eu quero chegar? O tempo é dependente. Esta é a grande questão. A questão não é o tempo em si, mas o que fazemos dele. Para o sol, um segundo é totalmente insignificante. Para um neurônio, trata-se de uma vida. Para nós pelo menos é passível de contagem... Já tentaram contar os milésimos? Nem com um cronômetro conseguiríamos acompanhá-los...então, para que serve-nos esta contagem?

Se viajássemos para a Austrália, ainda durante o dia, chegaríamos lá um dia depois de nosso desembarque. Ainda de dia... E mais, se voltássemos ainda no mesmo dia, voltaríamos no tempo um dia, ainda de dia...Difícil né? Pois bem, o tempo é também o espaço.

O lugar em que nos posicionamos está intrinsecamente ligado também à nossa percepção de tempo. O lugar em que colocamos o tempo também está ligado a como percebemos ele. Não ao nosso tempo, mas o tempo de relógio...horários, compromissos, etc..

O nosso tempo vai além do relógio. Está naquilo que coseguimos fazer com ele, embora muitas vezes deixemos que o tempo mecânico suprima nosso tempo original.

Por fim, depois deste pequeno (ou grande? Depende do grau de ocupação do leitor...) tempo de leitura, deixo minhas saudações pelo post de sábado...ops..já é domingo...

Este tempo está louco!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Prova oral.

Felipão ofende fotógrafo: 'Fotografa o meu p...', diz treinador, irritado com assédio da imprensa.
'Chupa o meu cacete', diz Rafinha Bastos a repórter da Folha.

Longe de mim entrar na intimidade dos leitores deste blog, mas diante das notícias recentes, surgiu o questionamento. E como estamos entre adultos, achei por bem trazê-lo à baila aqui neste tão distinto e XXX blog: está na moda o sexo oral?

Sempre achei esquisita essa coisa imperativa de dizer BEIJE MEU PIPI quando se quer expressar revolta e alegria. Oras, seu pipi é tão ruim assim que dar uma bitoca nele pode ser considerado um castigo? Não é interessante de se pensar?

Pensando bem, quem sabe não seja o pipi que esteja na moda, e sim o seu uso como ferramenta de defesa e afirmação. Mal passamos da fase anal na era digital e já caimos na fase genital? Uau.

De todo modo, deixo-lhes um conselho: não deixem que essas pessoas nervosas tornem o pipi algo ruim. O pipi é seu amigo.

Porém, como tudo na vida, o pecado mora no excesso. Isso vale para o senhor Rafinha Bostas e pro Felipão. Isso vale para todos nós. Por isso termino com estes belos versos sobre o tema, de autoria do dourado cantor Mika. Veja e reflita:

Sucking too hard on your lollipop
Oh, love's gonna get you down

Pensem nisso. Até a quinzena que vem.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Tamo perdido, mas tamo junto! \o/




Desculpe a pretensão, caro leitor, mas hoje vou escrever um post sobre todas as coisas, utilizando a minha vasta ignorância sobre todas as coisas. Sou ousada, não sou?

O fato é que há apenas uma certeza: a incerteza.

E antes que você me mande catar coquinho, coisa que eu sou geneticamente programada pra gostar de fazer, deixa eu me explicar? Deixa?

Tudo começa com a vida, a vida mostra todos os dias que você tá no sal. Pra você esquecer isso, duas atitudes que devem ser tomadas simultaneamente: nunca olhar pra quem está melhor que você e sempre olhar pra quem está pior que você. Vou te dar um exemplo prático: esqueça o Mark Zuckerberg, pense na Somália. Aí você consegue se sentir uma pessoa privilegiada, afinal, você tem uma vida muito boa e nunca perdeu ninguém que amou devido à fome.

Depois que a vida te mostra que você tá no sal, você vai amadurecendo, você cresce, seu horizonte expande e você percebe que o mundo inteiro está no sal também. Lindo, né? Lá se vai aquele sentimento de solidão, afinal “tamo” ferrado, mas “tamo” junto! É isso? Mais ou menos... porque você acaba ficando deprimido, e a solução pra depressão é focar no imediato e na realidade ao seu redor. E aí você começa a pensar: que se dane a fome na África, a bolsa ou a inflação, porque o importante é seu salário no fim do mês (e você faz questão de esquecer que com a inflação seu salário vai rendendo cada vez menos).

Mas a era digital e sua compulsão por livros te coloca em xeque novamente.  Você tem acesso à informação, você consome a informação, você se desespera com a informação... E por mais que seu salário dê pra pagar as contas e até pra fazer um pezinho de meia, você continua lembrando que “tamo” tudo no sal.

Na verdade, o que te cansa nem é o estado caótico em que o mundo se encontra. Não é a fome no chifre da África, ou a alta do IPI nos automóveis. Não é a crise europeia ou americana, nem a ascensão do tal grupinho BRICs. Você já se sente grandinho demais pra acreditar em heróis e vilões, acredita apenas no caos e na incerteza, ainda que você seja capaz sim de nomear os culpados (basicamente todos aqueles que já estiveram no poder) ainda há a questão que reina permanentemente: alguém teria sido capaz de oferecer reais soluções?

Afinal, o mundo tentou globalizar ignorando a África, ou pelo menos a região mais pobre dela, bem como qualquer outra parte do globo que não tivesse nada a oferecer. Culpam os USA e os países “desenvolvidos” (que em breve devem ser nomeados de países decadentes), mas você não acredita em vilões e você pergunta: o Brasil esteve preocupado com a Somália ou com a Coreia do Norte? Não, mas esteve preocupado em fazer a paz entre o Irã e o mundo. Por quê? Porque o Irã é um mercado e os países que tem fome e miséria quase absoluta não são um mercado. Os países funcionaram por décadas como empresas, interessados apenas nos potenciais parceiros comerciais. E isso não vai mudar, você sabe disso, e você sente vontade de mandar pastar todos os idealistas desinformados que não vêem a hora da era dos “Bric’s”começar (opa, já começou, não?).

Você sabe que a China, uma vez confirmada como a grande potência mundial, não vai ser melhor que os USA, afinal, um país que explora o próprio povo de maneira abusiva vai se preocupar com outras nações? Você sabe que na Índia as vacas são mais sagradas do que algumas pessoas, e que a miséria não é vista como problema econômico, mas sim como vontade dos deuses. E se o Brasil e a Rússia mal conseguem lidar com a corrupção interna, como podem ser o messias do caos mundial? Você sabe que não existe solução, que o cenário é de incerteza perpétua... Que os governos se demonstraram impotentes, que não existe FMI, ONU ou qualquer organização mundial que seja capaz de controlar os desmandos da raça humana. Aí você ri...  Porque tem gente que ainda acredita que a solução esteja no comunismo/socialismo, mesmo depois da China, das Coréias e de Cuba. E outros acreditam que a solução é apenas trocar os reis do capitalismo, e tudo vai ficar bem.

Você ri porque acha que as pessoas estão apenas se iludindo, procurando classificar quem é certo e quem é errado, para não encarar o fato de que não há solução, e em vista disso, todos estão errados e no sal, para sempre. Além disso, você ta ligado na parada verdadeira, que é a seguinte: no fundo, lá no fundo, todo mundo sabe que, uma vez no poder, acabaria se tornando um governante tão truculento quanto a maioria daqueles que lançaram a humanidade no caos em que hoje ela se encontra.

Mas depois de rir, você decide começar tudo de novo, e adotar a estratégia pessoal pro contexto mundial e pensar que está tudo bem, afinal, o Brasil está melhor que a Somália e você não precisa se lembrar da China, nem do mundo justo em que muitos, incluindo você, gostariam de viver.

domingo, 24 de julho de 2011

Quem é bandido?


Eu não quero julgar o cara, porque imagino o arrependimento, e também porque seria hipocrisia minha  dizer que é um absurdo dirigir a 150km/hr porque já o fiz, ainda que não tenha sido em perímetro urbano.  Além disso, sempre me lembro de um colega de trabalho do meu primeiro emprego... Ele atropelou uma menininha chamada Laura, que morreu. Laura estava atravessando uma rodovia, após uma curva, e tinha apenas 11 anos.  Meu colega não foi indiciado, porque ele estava na velocidade permitida por lei, prestou socorro, e o acidente foi realmente uma fatalidade, não foi causado por uma imprudência dele. Apesar disso, ele não deixava de se sentir culpado, quando o conheci, haviam passado mais de 10 anos desde o acidente, e ele ainda imaginava como seria a vidada da menininha se o acidente não tivesse acontecido.

Mas não quero falar da consciência daqueles que se envolvem ou foram envolvidos em acidentes de transito, mas devanear  sobre a frase “Não sou bandido”. Se você for levar a intenção ao pé da letra, a intenção de ferir alguém, de lesar alguém, você poderia inocentar muitos bandidos, contudo, não se resume a isso.  Na verdade, está muito mais relacionado a não medir as consequências das próprias ações, de não avaliar o impacto de suas ações na vida de terceiros, ou, ainda fazendo tal análise, optar pelo que lhe convém.

O estelionatário muitas vezes não pensa em prejudicar pessoas, e sim em ganhar dinheiro fácil. O traficante não pensa em destruir a vida de jovens, mas sim em lucrar com a venda de drogas. Os políticos não pensam em deixar os pobres jogados às traças, mas sim em aumentar seu patrimônio. E ainda que a intenção não seja cruel, a consequência pode ser.

Enfim, há uma série de circunstâncias que levam alguém a infringir a lei,  a tirar a vida de alguém, a praticar um crime, havendo ou não intenção.  É fácil, pertencendo a uma classe favorecida, se sentir inocentado pela intenção. Quero ver inocentar os que roubaram porque estavam com fome, os que mataram porque assim foram ensinados desde que eram crianças, e todos os que se tornaram bandidos porque era a única forma de sobreviver. 

P.S.: Troquei de dia com a Laila Mirella, mas só essa semana. ;)

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Quadrilha moderna

Manchete de ontem: Itália obriga casal a se separar após marido mudar de sexo

João amava Raimundo que amava Teresa


que amava Joaquim que se tornou Maria que era casado com Lili

que não via problema algum nisso.

João adotou um bebê, Raimundo virou mulherengo,

Teresa descobriu ser gay, Joaquim tirou RG como Maria

e Lili foi foi obrigada a divorciar-se por ser casada mulher.

É, Drummond, as coisas ficaram ainda mais difíceis.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Casa de quem?

Procuradoria arquiva denúncia sobre ministro Palocci
Dilma ouvirá Lula antes de decidir futuro de Palocci
Escândalo aborta plano eleitoral de Palocci para 2014
No Itamaraty, Dilma recusa-se a falar sobre Palocci
Palocci amplia patrimônio 20 vezes em quatro anos
Entrevista de Palocci ao JN - Parte 1
Entrevista de Palocci ao JN - Parte 2


Não sei quanto os brasileiros entendem da estrutura de seu governo, mas aparentemente a maioria da população parece ignorar que o ministério mais próximo do gabinete presidencial é justamente a Casa Civil, que por ser um órgão de apoio ao chefe máximo do Poder Executivo, funciona dentro do próprio Palácio do Planalto. Mesmo após oito anos comendo melado, aparentemente os petistas continuam se lambusando, e protegendo a companheirada a qualquer custo.

Depois de José Dirceu e Erenice Guerra, é a vez de Palocci, aquele que teve uma passagem suspeita pela Prefeitura de Ribeirão Preto, quebrou o sigilo do caseiro Fancenildo, que trabalhava em seu prostíbulo particular (a "República de Ribeirão"), e saiu da Fazenda em meio a um pequeno tumulto que se tornou uma lenda política chamada de "Mensalão".

Assim como seus antecessores, Palocci disse: sou inocente. Enquanto isso, Luis Inácio veio a Brasília aconselhar sua criatura e tentar aglutinar as bases em torno de seu protegido. Lula falou a todos, enquanto Dilma faz o de sempre: se esquivou.

Fico pensando em como é maledicente esse povo brasileiro, e o tal partido da imprensa golpista. Acusando injustamente e repetidas vezes um homem tão honesto e com habilidades de multiplicação tão desenvolvidas. Tudo isso é inveja, intriga da oposição, das ditas "viúvas do PSDB".

A Procuradoria, sensata, arquivou as denúncias, pois Palocci não era membro do governo quando enriqueceu de forma tão prodigiosa. Então, meus caros, fica a dica: roube e se aproveite do governo antes de fazer parte dele, e todos os seus pecados serão convertidos em milagres, puros e castos aos olhos dos Três Poderes, inclusive o da multiplicação patrimonial.

Termino por aqui, desejando a todos nós a mesma sorte e tino negocial de Antônio Palocci, o médico que opera milagres em causa própria.


sexta-feira, 27 de maio de 2011

– Isso é coisa de criança. Rouba cadeado aberto no portão e depois coloca em outra casa.

– Não sei não. No fim, quem é que foi abrir o cadeado pra esse povo todo sair de casa? Foi o chaveiro, tenho certeza.

– Mas ninguém chamou o chaveiro.

– Ah, mas era o plano dele. Tenho certeza.

– Ainda acho que foi criançada desocupada. Quer mais café?

– Quero. E só mais um pedacinho de nada do bolo, porque eu não quero engordar.

– Deve ter sido o filho da Clotilde. Uma peste o menino. Lembra que ele judiava dos bichinhos que encontrava na rua? Ah, se fosse meu filho. Já tinha dado uma surra.

– Uhum. Mas e o chaveiro? Não viu que ele reclamou pro Seu Jair, lá da oficina, que os negócios iam mal? É ele. Na verdade, ele que é preguiçoso. A moça que trabalha lá na Dona Odete me contou que precisou dos serviços dele e ele levou 20 minutos pra chegar. Tudo preguiça.

– O povo não quer nada com nada. Essa nossa vizinhança... nem sei o que nós tamos fazendo aqui. Gente que trabalhou a vida inteira, honesta, decente. Da redondeza toda, só quem vale a pena somos nós três.

– É, acho até que vou ligar na polícia e falar que foi o chaveiro. Alguém precisa denunciar.

– Eu vou é falar com a Clotilde, não pode deixar esse marginal aí. E você, Marisa, que não abriu o bico desde que chegou?

Ela só acenou com a cabeça, agradeceu o café com bolo e voltou pra casa. Abriu a bolsa e jogou no lixo as chaves e a nota de compra daqueles cadeados todos. No dia que o marido voltasse pra casa um pouco mais tarde, mas ainda antes de clarear o dia, ela ia descobrir na casa de quem ele dormia. Ah, ia.

domingo, 22 de maio de 2011

Mães, Jornais Impressos e Lady Gaga

Manchete 1: Bebê e criança são encontrados abandonados na Baixada, diz PM

Instinto maternal não me parece ser uma coisa que todo mundo tenha. Pior, uma coisa que toda mãe tenha. Mas se chamam de "instinto maternal", não é pressuposto que seja uma qualidade/sensação/sentimento/sejaláoquefor compartilhado(a) por todas as mães? Aquela preocupação/vontade/desejo de que seus filhos estejam bem, de cuidar deles e de fazer o máximo pra que nada de mal com eles aconteça?
Não recrimino aqui o fato de irem à diversão, afinal todos merecem um tiquinho de cabeça livre, mas deixarem um bebê de quatro meses e uma menina de três anos sob os olhares e cuidados de ninguém torna-se vergonhoso e imperdoável. E esse deslize não pode ser justificado pela idade, pois essa responsabilidade provavelmente veio de uma falta de responsabilidade anterior e a lição já deveria ter sido aprendida.
Apesar de tudo, acredito que sempre há tempo pra se consertar e espero que as mamães saibam o que fazer a partir de agora.

Manchete 2: Futuro do jornal impresso foi tema de debate

Acredito que quanto mais maneiras de comunicação se tiver, é melhor. Não creio também que o jornalismo impresso esteja ameaçado como também é dito na notícia. É como a questão do rádio, com o surgimento da TV e da própria TV com o surgimento do computador/internet. Não é questão de extinção ou de ameaça, mas de adaptação, pois todos os meios têm o seu espaço e a sua importância.

Manchete 3: Lady Gaga lança novo álbum e recebe críticas controversas

O disco poderia ser melhor. Confesso que já ouvi e que algumas músicas grudaram demais e eu venho escutando o tempo todo. Mas vendo pelo disco inteiro, eu não vejo a Gaga atendendo as grandes expectativas que ela mesma gerou diante desse novo projeto. Não é que seja ruim (o cd é bom), é que simplesmente não é nada de muito inovador, nada que eu acredite que possa revolucionar o pop, afinal é muito perceptível a influência dos anos 80/90 nas músicas. E eu não acredito que a mesma coisa possa ser revolucionária duas vezes. Porque se você traz algo novo, ou uma evolução de algo já utilizado, isso revoluciona sim, mas se você apenas traz algo que já foi usado, é resgate, meramente resgate, e pode até ser visto como plágio ou cópia. Talvez seja isso que as pessoas querem dizer quando falam que "um raio não cai duas vezes no mesmo lugar". Até porque, mesmo que caia no mesmo lugar, já será outro raio, beijos.

domingo, 15 de maio de 2011

O amor não tem que ser cego!



Os contos de fadas e as histórias bonitinhas não nos ensinam como receber os nãos da vida sem que pareçam socos na boca do estômago, por exemplo, você já leu algo do tipo:

“Era uma vez...
Uma bela princesa iraniana que conheceu seu príncipe na faculdade, o príncipe pediu a princesa em casamento e ela disse: NÃO!”

E aí? Você costuma ler isso e achar bonitinho? Esse costume de que nas coisas bonitas o SIM predomina fez com que o NÃO soe infeliz, contrariado e ofensivo.

“O era uma vez continua...
Então o príncipe como toda pessoa que não aprendeu a entender um NÃO, com todo seu sangue frio queimando nas veias resolveu mostrar a princesa que o ditado “o amor é cego” poderia estar certo, pois o amor dele pelo o 'sim' era tão cego que a princesa não mais poderia enxergar carregando um 'não' nos olhos....”

Nada disso chega nem perto de um conto de fadas, mas creio que muitas coisas absurdas acontecem pelo simples fato de que as pessoas não admitem serem contrariadas, não querem opiniões divergentes e não suportam sentimentos não correspondidos na mesma freqüência.

"Olho por olho" não há de resolver nada, mas que dá uma vontade de torcer por uma pena igual ou ainda mais cruel isso dá.

Imaginei uma manifestação com o lema: Arranque-lhe os olhos! Já que o buraco feito para o coração está vazio!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Mamãe, eu quero!

Manchete de ontem: Em protesto, mães promovem "mamaço" em São Paulo

Um bando de exibida. Um monte de mal-amada querendo mostrar os peitos, isso sim. Acha que precisa sair de casa pra reinvindicar o direito de dar de mamar em público? É claro que o bebê precisa se alimentar – mas, veja, minha mulher amamentou dois filhos e sempre foi discreta. Nunca saiu de casa sem uma fraldinha pra preservar o corpo dela dos olhares dos outros. Tem até amiga que tirava o leite em casa e botava na mamadeira pra não ter que se exibir na rua. Eu disse pra minha esposa que não precisava, que era só procurar um reservado pra amamentar e, na pior das hipóteses, tapar bem com um pano pra não deixar ninguém ver.

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Direito de mostrar os peitos na rua... isso é coisa de mulher sem-vergonha, sabe? O que falta é um tanque de roupa suja pra essa mulherada ter o que fazer. Imagina a vergonha dos maridos delas? Se é que tem marido, esse tipo de mulher. Amamentar é um ato lindo, mas é preciso se preservar! Que falta de pudor!

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Essa moça que teve a foto censurada no Facebook é uma delícia, hein? Ah, se todas fossem como ela, devia ser obrigatório mamar em público. Duro é quando pobre barriguda resolve dar de mamar...

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Feminismo não é querer que a mulher esteja no comando. É querer não ser julgada ou assediada por amamentar em público. É não ter a beleza avaliada enquanto executa uma das funções mais básicas da maternidade. É ter o direito de escolher o que considera a melhor maneira para dar de mamar – com ou sem fralda cobrindo o seio, na praça de alimentação ou no banheiro do shopping.

Mas a gente chama esse machismo de moral e bons costumes e fica tudo certo.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Sobre meu cansaço, sobre as notícias importantes e sobre as notícias irrelevantes.


Estamos tão tensos essa semana, né?
Aliás, esse ano...

Bin Laden morreu, um monte de crianças morreram em uma escola, Obama veio ao Brasil, as enchentes mataram e soterraram, o Japão veio abaixo, houve praticamente um desastre nuclear, a inflação está aí,  o príncipe casou, etc e tal.

E estou muito cansada de tudo isso, muito mesmo. Aí hoje abri o jornal (o site do jornal) e nada me interessou, nada mesmo, principalmente as notícias do topo, que já estão bem desgastadas. E "que poxa!", não tenho opiniões formadas, não quero formar opiniões. Acho que tudo não passa de um teatro, em que todos se sentem na obrigação de encenar um personagem entendido de todos os assuntos, de todas as tragédias, de todos os fatos. Quero um pouco de descanso.

Aí, pra descansar, nada melhor do que amenidades, meteorologia, notícias do reino animal/vegetal (exceto casos de extinção), aquilo que está em cartaz no cinema e as páginas de cultura, o que geralmente se encontra no fim da página...

Lá eu encontrei o desabafo do ex da Sandra Bullock, e foi pulando das amenidades para as  banalidades, que percebi que não consigo conter o ímpeto de interpretar o personagem das opiniões formadas, e o personagem discursa:

“Como assim trair é um modo de se sentir livre? Se sentir livre é não assumir um compromisso. Se sentir livre não inclui ‘aprisionar’ alguém, sob o pretexto de que você é prisioneiro também, quando na verdade você não é.”

Aí me lembrei que estou cansada de interpretar o personagem das opiniões, que não me interesso pela vida da Sandra Bullock e que, se não fosse o blog, talvez nem teria pensado em jornais no dia de hoje. Aí fiz o post e encerrei minha relação com os jornais, pelo menos até amanhã...

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Profissionalizando a conversa de elevador

Manchete de ontem: Prima de Elizabeth 2ª diz que Kate já foi aceita como futura rainha

– A noiva tava bonita, né?
– É, e a decoração da igreja? Um luxo.
– Mas esse negócio dele não usar aliança é meio uó.

A conversa de elevador é aquela que não leva a lugar nenhum – a não ser do térreo ao oitavo andar. O chapéu da senhora da terceira fila era horroroso, eles formam um casal lindo, será que chove e coisa e tal. Em uma de suas manifestações mais empolgadas, o papo iniciado no elevador rende a porta aberta por uns 10 segundos ou umas palavrinhas no saguão, mas nunca sobrevive após o “bom dia” ao porteiro.

Não hoje, nem essa semana. O casamento real transformou o mundo numa grande conversa de elevador. A chamada de um dos programas de televisão: “William está casando, mas Harry ainda está solteiro! Assista Harrymania”, o que eu imagino ser o currículo do rapaz pra quem se interessar e tiver cacife. Uma semana inteira dedicada às histórias, fofocas e possibilidades da realeza britânica.

E todo mundo dá palpite. Estilista, jornalista, historiador e até a prima da Rainha Elizabeth apareceu pra dizer que a Grã-Bretanha já aceitou Kate Middleton na realeza. Mesmo que isso demore tantos anos que nem chegue a acontecer.

Mas nada disso importa. Décimo primeiro andar. É aqui que eu fico, obrigada.

domingo, 17 de abril de 2011

Acendam os isqueiros, levantem as mãos e acompanhem a música...


Diz a lenda que os corações mais duros,  sejam de pedra, sejam gelados, também amolecem diante de certas canções. Dizem que os olhos mais secos, também deixam lágrimas cair ao ouvir certas melodias.  E agora, dizem os cientistas, que os baleiOs que cantam mais melosamente fazem mais sucesso com as baleias, oceano afora.

Todo mundo tem sua playlist mais açucarada... Eu tenho lá meus preconceitos musicais, mas tenho também as minhas preferidas do Roberto Carlos, curto a fossa musical eterna do Leoni, minha paixão pelo acústico da Marina Lima, etc e tal. Minha amiga mais roqueira, ouve Paula Fernandes (huhuhu) e também tenho um amigo metal \,,/ que recentemente postou Creed e Nickelback no facebook.

Não estou aqui defendendo todos os gostos musicais, seria hipocrisia visto a minha intolerância...  Só estou divagando sobre o fato de que todos nós temos nossos momentos de lama, fundo do poço e “quero morrer” ou de “que mundo lindo”, “a vida é linda” e “ai que romântico”, e musicalmente existem diversas opções para o fundo musical desses momentos, inclusive no mundo das baleias.

P.S.: Mais uma vez, eu Ana B., troquei meu dia de postar com minha amiga Laila Mirella.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Anormal assassino mata namorada da irmã.


Não faz muito tempo, em uma mesa de bar cheia de ex-colegas de faculdade, uma menina, que até então eu julgava esclarecida, despejou suas opiniões cheias de preconceito em cima da minha cerveja, enquanto se dizia uma pessoa livre dos mesmos... Han? Ela se considera normal (posso chamar de normal quem não tem preconceitos e de anormal quem tem?) por respeitar o seu amigo gay, mas na despedida do mesmo, em um bar gay, se referiu a todas as mulheres homossexuais presentes como “caminhãozinho” e achou que 90% delas estava encarando-a com segundas intenções, o que, para mim, é paranóia.

Se você se sente assediado por todos os homossexuais do teu sexo mas não se sente assediado por todos os heterossexuais do sexo oposto, você é preconceituoso e paranóico. Veja bem, a minha ex-colega não é a Angelina Jolie, nem a Megan Fox, trata-se de uma mulher bonita, mas da maneira mediana das mulheres normais, então, assim como a maioria dos homens não caem aos pés dela, também a maioria das mulheres não cairia. Supondo que ela fosse mesmo essa coca cola toda, claro que existem homossexuais mais atiradas, mas o mesmo acontece com os heterossexuais. Então, olha que bacana, falar não para uma cantada homossexual é igual a falar não para uma cantada heterossexual, não há mistérios! Ela não precisa fazer uma cena drama Queen por causa disso!

Outro dia, outra amiga (momento Scar: “estou cercada de idiotas!”) estava me dizendo que não confia em homossexuais quando estes dizem que fulano é gay, pois eles vêem homossexualidade em tudo. Oi? Oi? Oi? Isso não é um pouco generalista e preconceituoso? Colocar palavras na boca de todos os homossexuais? De minha parte, tenho me esforçado para não ter preconceito contra heterossexuais preconceituosos, porque ô racinha difícil para se levar uma conversa. Despejam aquele monte de opiniões indigestas, sem se importarem se você está comendo, bebendo ou dirigindo (nesse último caso me dá vontade de deixar o carro ser atingido por um caminhão no lado do passageiro).

Relacionamentos entre casais de sexo oposto já são difíceis sem a sociedade inteira torcer contra. Imagina correndo o risco de apanhar de um retardado preconceituoso desses que brotam pelas esquinas? Imagina correndo o risco de ser assassinada pelo irmão da namorada? Imagina, imagina, imagina....

É difícil enumerar todos os obstáculos que os preconceituosos impõem para a vida dos homossexuais, é difícil ter uma expectativa positiva de que um dia tudo isso vai acabar, é difícil abrir os jornais e ver que uma garota foi morta com apenas 16 anos porque estava namorando; sim, ela apenas estava namorando. A vítima era uma garota normal, que ainda acreditava em relacionamentos e por isso teve a coragem de engatar um namoro (é muito difícil namorar hoje em dia). O assassino é um garoto anormal, que não foi capaz de aceitar a irmã, mas teve coragem para matar a namorada dela. O cenário? Um mundo tosco, que ensina um jovem de 16 anos, nascido nos anos 90, que não tem problema matar, se for um homossexual, em pleno século XXI.

domingo, 3 de abril de 2011

Garçom, aqui nessa mesa de bar

-> Barriga de chope é mito.


“Um estudo do Colégio Oficial de Médicos de Astúrias revela que "a barriga de chope é um mito", pois um consumo moderado da bebida, de até meio litro diário, associado a uma dieta como a mediterrânea, não engorda e reduz o risco de diabetes e hipertensão.”


Sendo assim... Durval desce mais uma!

Acho de tamanho mau gosto tirar a desculpa da cerveja dos barrigudos. E agora? Agora culpar as fritas será um árduo caminho a ser percorrer.

Concorda comigo que quem aprecia uma boa cerveja gelada raramente vai conseguir parar no segundo ou terceiro copo? Logo a cerveja não tem graça se fizer bem para a saúde. Não, eu não li a biografia do Jimmy do Matanza, tá.

Mas o que mais me chamou atenção nesta reportagem foi a dose recomendada para as mulheres ser menor. Mais uma vez está comprovado que não é só o mundo que não está preparado para a capacidade feminina, nem mesmo o teimoso organismo feminino está.

Dizem que a quantidade dessa “dose” se dá pelo fato de que o organismo masculino possui uma enzima que faz com que uma parte do álcool seja digerida no estômago, enquanto no organismo feminino o álcool é levado diretamente para o sangue.

Por isso meninos, mesmo as mulheres levando desvantagem nesta teoria, não é então mais másculo vocês dizerem por aí: “tem muito álcool no meu sangue”, ou “tem muito sangue no meu álcool”, isso é coisa de mulherzinha.

Bom, e já que não dá mais para culpar a cervejinha do final de semana pela protuberância abdominal que insiste em aparecer, beba a dose permitida de cerveja e adicione vodca + tequila + gim + absinto + catuaba, use sua imaginação, e entre de barriga ou sem barriga nessa!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Homens, calvície e testosterona

Quando eu soube que o Príncipe William estava ficando careca, imediatamente lembrei desse texto que eu escrevi em homenagem aos moços calvos. É dos carecas que elas gostam mais, minha gente. Especialmente se eles forem príncipes.

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Não suportava os pêlos. Tão mais bonitos os moços lisinhos, aquela coisa higiênica e bem asseada. Até conhecer uns três ou quatro caras que mudaram tudo.

O primeiro foi falta de alternativa mesmo. Quando ameaçou acarinhar a nuca do gajo, encontrou aquele tufinho saindo pela gola da camiseta. Pedindo por ar, por expressão. Queriam ser amados, queriam ser livres! Ai ai. Não sendo de bom tom sair gritando “pêlos, pêlos, pêlos!” depois de beijar o moço, lá permaneceu. E nunca reclamou.

Os seguintes vieram com menos desespero, afinal, quem já tirou um pêlo da boca pode tirar dois, três… e, se quer saber, esse negócio de asseio a gente deixa pra entrevista de trabalho. Sexo é que nem comida chinesa: só é bom quando é sujo (Pedro Juan Gutierrez pode te dar uma aula, se você deixar).

Mas era muita coincidência os moços peludos serem justamente os de melhor recordação. Ou castigo divino por todas as piadinhas cabeludas. Teorizou: a testosterona responsável por tanto pêlo devia também ser responsável por tanto amor – estudo posteriormente divulgado entre as colegas como “homens peludos pegam melhor”.

Empirismo é isso. Como toda boa estudiosa, notou no mercado grande quantidade de moços peludos também carecas. Confirmando que, sim, pode ser dos carecas que elas gostam mais (e eles ainda têm menos chance de ter câncer de próstata).

Podemos resumir esse estudo de caso:

Homens peludos têm mais testosterona, por isso pegam melhor. Homens peludos geralmente são (ou acabam sendo) carecas. O que significa dizer que homem careca é peludo e bom de cama.

Esqueça o peladinho e e dê uma chance ao moço-cobertor do seu lado.

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Mas… e os índios? Diz aí, você já viu índio com bigode? Com barba? Peludo? E índio careca, existe? Coitadas das índias…


Publicado originalmente aqui, em 5 de maio de 2010.