O escritor mais famoso do Brasil é também o mais mal-visto. Pelo menos assim percebemos. Quem nunca fez cara de nojo ao ouvir as palavras "Paulo Coelho", mesmo sem nunca ter lido qualquer um de seus livros? Quando um texto é ruim, diz-se "isso aí é pior que ler Paulo Coelho." Tornou-se parte, de certa forma, do imaginário popular.
Nunca li. Amigos comentam: "tem que ler pra falar mal". Já partimos para a leitura ávidos por encontrar algum sinal da clássica literatura de banca ou "literatura best-seller". Acusam-no mesmo de plágio. Muito bem. Seja como for, como ignorar a importância que tem adquirido ao longo dos anos? Difícil engolir sua cadeira na ABL, as traduções para as mais variadas línguas, as viagens. Difícil reconhecer algo de genial e inegavelmente poético em sua participação nas letras de Raul Seixas. E lá vêm os amigos de novo: "o quê? foi ele que escreveu essa letra? Não pode ser."
E agora, o "seu" filme será feito. Filmes biográficos requerem muito cuidado. Resta torcer para que haja bom senso na escolha do que será escondido ou não na hora de contar a história deste escritor - um dos 20 escritores vivos mais lidos no mundo, segundo a internet.
E agora, o "seu" filme será feito. Filmes biográficos requerem muito cuidado. Resta torcer para que haja bom senso na escolha do que será escondido ou não na hora de contar a história deste escritor - um dos 20 escritores vivos mais lidos no mundo, segundo a internet.