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quarta-feira, 11 de abril de 2012

A precisão da anencefalia

O STF hoje irá julgar sobre a possibilidade de se praticar um aborto legalizado nos casos de fetos anencéfalos.

Se você não entendeu muito, vamos lá. Situando: no Brasil, existem apenas duas hipóteses em que o aborto não é crime: quando a gravidez é de tão grande risco que pode causar morte à gestante e quando a gravidez é proveniente de estupro.

Hoje, teremos uma discussão no Supremo Tribunal Federal (a corte maior de Justiça do país) sobre a possibilidade de se abortar um bebê que seja anencéfalos.

A anencefalia é, em palavras simples, uma má-formação no cérebro do feto, quando este está sendo gerado... Porém o bebê pode apresentar algumas partes do tronco cerebral funcionando, o que garante algumas funções vitais de seu organismo. O que se sabe é que o bebê com anencefalia têm uma pequena expectativa de vida, não sendo possível prever exatamente quanto tempo terá após o nascimento, se nascer com vida.

No caso, a gestante estaria gerando um feto anencéfalo, que pode nascer morto, que pode nem completar a gestação, que pode gerar um certo risco de morte para ela... Discute-se o luto que a mãe vive em face dessa gravidez, sabendo que gerará um filho morto. Ou pelo menos, condenado à morte. O estado psicológico da gestante têm sido protegido, considerando que em casos isolados, a Justiça têm decidido pela autorização para as gestantes abortarem nesta situação... Embora não houvesse ainda o pronunciamento definitivo (que será hoje).

É preciso, antes, salientar que poderá haver a legalização deste tipo de aborto, o qual poderá ser uma OPÇÃO para a gestante, não obrigação. As que quiserem levar a gestação adiante, assim poderão fazer.

Agora me vem questões importantes na mente...

Se o Estado quer proteger um estado psicológico da mãe, irá deixar de proteger a vida?

É, porque temos que lembrar que não somos um país de primeiro mundo, com as maiores tecnologias, nem os melhores médicos do mundo (não me joguem pedras por dizer isso!).
Por que diabos eu entrei nessa discussão?
Por dois casos - da Marcela de Jesus e da Vitória de Cristo.

A Marcela de Jesus era um feto diagnosticado com anencefalia. Ela viveu um ano, oito meses e doze dias após seu nascimento. Aí foram discutir o que Marcela sofria na realidade: não seria uma anencefalia, mas sim uma mal formação do crânio e um desenvolvimento reduzido do cérebro. Ok, depois que ela nasceu e viveu por um tempo, o "diagnóstico" mudou? Outros médicos ainda discutiam se havia uma ocorrência "não clássica de anencefalia", e a pediatra de Marcela asseverou diante do caso que "um diagnóstico não é nada definitivo". Ok, então se o diagnóstico fosse correto e definitivo, o que não se pode precisar na gestação em caso de "suspeita de anencefalia", porque então legalizar o aborto que visa retirar a vida de um ser humano que pode viver e não ter o diagnóstico o qual legalizaria o fim de sua expectativa de nascer?

Já o caso Vitória de Cristo é mais surpreendente ainda. Ela nasceu em fevereiro de 2010, e ainda hoje sobrevive (ou apenas vive?), tendo completado 2 anos neste ano. Os pais não aceitaram a sugestão do médico em interromper a gravidez em razão do quadro de anencefalia, e contrariando as previsões médicas, Vitória faz sessões de fisioterapia, responde a estímulos, engatinha, sorri e alimenta-se normalmente.

Pois bem, o diagnóstico de anencefalia me parece ainda muito complexo para ser o ponto de partida a legalizar a morte de um ser.

Longe de mim tomar um lado de forma inflexível. Mas, como se vê, corremos o risco de deixar que a morte triunfe sobre a vida, deixando de resguardar um dos princípios fundamentais do nosso país: a dignidade da pessoa humana; e um dos direitos e garantias fundamentais que estampam a nossa Lei Maior: a inviolabilidade do direito à vida.

Se você quiser acompanhar notícias sobre a vida de Vitória de Cristo: http://amadavitoriadecristo.blogspot.com.br/

Se você quiser parabenizar alguém pela vida (aí já saímos do assunto sério do post de hoje, tá?) parabenize a "Ana B." que está comemorando mais um de seus 20 e poucos anos! Felicidades e $uce$$o, Norora!


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Moda do esporte - o UFC

Manchete de Ontem:  Diaz e Condit disputam o título dos meio-médios à sombra de St. Pierre
                                 UFC - Wikipedia




Não faz muito tempo, estava eu no twitter quando vi a hashtag #UFC no topo dos TTs. Logo fui procurar saber o que estava acontecendo aqui na Universidade Federal do Ceará. É que assim como sushi e cupcake hoje são obviedades do cotidiano de todo mundo e não fizeram parte da minha infância/adolescência, o UFC também não.

De novo estava eu lá, no twitter, quando vejo uma ex-aluna implorando por um link para assistir à luta que estava passando. E olha, parece que era uma lutinha básica, porque nem estava sendo transmitida em TV aberta.

A Wikipedia me mostrou que UFC nada mais é que Ultimate Fighting Championship, a maior organização de artes marciais mistas do mundo, onde os lutadores desse esporte praticam diferentes artes marciais, tais como jiu-jítsu, boxe, luta livre olímpica, boxe tailandês, boxe chinês, caratê, entre outras. Unha, fura-olho e joelhada nas partes baixas não são citadas.

O interessante é que não lembro de nenhuma mobilização nacional em nome dessas lutas individualmente. Mas a pesquisa também informa que a popularidade veio após a exibição em um reality show chamado "American Casino". Ah, tá.

Soube que os prêmios são milionários, bem como os ingressos, caríssimos. Nas transmissões que me dispus a assistir, vi, bem próximo ao “octógono”, (o velho “ringue”), muitas celebridades. Parecia camarote de micareta. Sem falar das tietes, achando um charme aquelas orelhinhas estouradas. Ai, se eu te pego!

O mais engraçado é que a luta durou menos de 1 minuto. Sinceramente, se eu fosse fã desse negócio, queria ver trabalho, muita luta, golpes, voadoras, supercílios abertos, o cara batendo no tatame pedindo socorro. Fazer valer o investimento, né? Mas não! Foi vapt-vupt e parece que é quase sempre assim. Isso deve irritar até o amado locutor que adora exercitar os fonemas alveolares enchendo o saco alheio.

Nada contra a modalidade nem quem gosta dela. Eu não curto e só. Mas acho curioso tão grande festejo de repente. E mesmo com tanto holofote e novidade, a “coroação”  continua sendo com aquele cinto brega, do bom e velho boxe... Tsc, tsc...

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Na Rússia é assim.

Gato se esconde em semáforo e confunde motoristas na Rússia.

Risos. Existe aquele falso ditado de que na Rússia não é você que tem alergia de gato: é o gato que tem alergia de você. Agora, não sei de onde se originaram tantas lendas e mitos envolvendo este que é o nono país mais populoso do mundo, com 142 milhões de habitantes.

A Rússia, pra quem não sabe, faz fronteira com a Noruega, Finlândia, Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia, Bielorrússia, Ucrânia, Geórgia, Azerbaijão, Cazaquistão, China, Mongólia e Coreia do Norte. Faz também fronteiras marítimas com o Japão e com os Estados Unidos. Com 17.075.400 quilômetros quadrados, a Rússia é o país com maior área do planeta, cobrindo mais de um nono da área terrestre. 

Se formos acreditar na Wikipedia.

Não sabendo de nada disso, o gato arranjou um modo de descontrair a galera e ~só de zua~ se escondeu em um semáforo. Normal. Coisa de gato.

Ainda levando em conta as opiniões da wikipedia, o cristianismo, islamismo, budismo e o judaísmo são as religiões tradicionais da Rússia. Já o gato tem uma vibe mais indie e só acredita no semáforo.

A Rússia foi o primeiro país a desenvolver a energia nuclear para fins civis e construiu a primeira usina nuclear de energia do mundo. Atualmente, o país é o quarto maior produtor de energia nuclear. O gato, não sabendo de toda esta potência, se contentou com um simples semáforo na rua.

 Não sabendo que era impossível, o gato foi lá e fez.