Não sei se é só comigo, mas a impressão que tenho é que andam nos sufocando por aqui. Pecados e proibições são pauta na imprensa e grito na boca daqueles que como eu, acham que “alguma coisa está fora da ordem.”
Mas eis que alguns militares resolvem dançar o hino nacional em ritmo de funk e o que se espera, depois dessa profanação é uma bela punição a estes que cometeram tamanho crime. Crime??? Pois é.
O "crime" certamente será descrito nas páginas do processo como um desrespeito absurdo a um símbolo nacional. Eu, honestamente, não consigo ver além de um momento de descontração, uma brincadeira. Eu mesma, durante os quase 12 anos que estive como professora, não costumava cantar o hino nos eventos cívicos e até me perguntavam se era proque eu não sabia. Não compartilho desse nacionalismo imposto e não nego, o hino até me arrepia na Copa do Mundo. Mas é só. Interessante é que nesse período os símbolos nacionais estão todos à venda, nas lojas, nas calçadas, estilizados, sem qualquer requinte ou formalidade.
Símbolo nacional pra mim, de fato, é o povo e o respeito aos seus direitos, à sua dignidade. No mesmo período o jornalista Pimenta Neves foi, enfim preso pelo assassinato da namorada, crime pelo qual já havia sido julgado e condenado, mas continuava gozando da liberdade para ouvir funk, dançar ou ver jogos da copa do mundo. Foi preso, ficará sob regime fechado por dois anos e depois usufruirá das benesses do semi-aberto. Isso sim é imoral. Isso sim é crime. Esse e tantos outros desmandos por aí.
Não me comovo com esse nacionalismo nem choro saudosismo militar. Se houve indisciplina, vá lá, que se corrija, que se reveja. Mas dentro da dimensão adequada. E que repensem esses excessos. Que percebam, enfim, que o convencimento traz mais resultados que o autoritarismo. Que possam curtir o hino, seja em rimo de funk, cantado pelo Luan Santana ou pela Vanusa. Mais que isso, que possam se orgulhar do colo cuidadoso da pátria mãe gentil, por tantas vezes madrasta.
P.S.: Oi, eu sou a Moni, sou nova por aqui. Tudo bem? Obrigada por me receberem... E a gente vai se falando! ;-)