Um artigo de setembro na Super Interessante, mostrou que as cores que eu vejo talvez não sejam as mesmas que você vê.
E além do óbvio problema do Daltonismo, para enxergar exatamente as cores é necessário ainda ter os fotoreceptores da retina em perfeito funcionamento.
Mas mesmo que você e eu tenhamos a mesma fisiologia com as células em perfeito estado, mesmo assim o que vemos pode ser diferente.
Por isso se o seu marido acha que tudo é azul e não entende a diferença entre turquesa e azul céu, não adianta ficar braba, brigar e xingar. Nem se ele comprar um vestido roxo e você ter avisado que queria um vestido lavanda. Ele não foi estimulado em todos esses anos usando sapatos preto ou marrom e blusas branco-preto-azul-verde.
Já você tem 45 cores de esmalte, 10 pares de cores diferentes de scarpin, 20 regatinhas, uma de cada cor e um estojo de maquiagem com incríveis 120 cores de sombra, mas preciso comprar outro porque esse não tem aquele cinza chumbo.
E se você acha que a grama do vizinho é mais verde e ninguém concorda com você, talvez você realmente esteja certa e os outros que não conseguem distinguir essa tonalidade.
Se pra você o por do sol está em cinco cores de laranja, amarelo, azul, roxo e fúcsia, talvez você não tenha usado LSD.
Acontece que você pode ter o repertório de cores ampliado, com muito treino, no caso de artistas, pintores, maquiadores, mulheres em geral...
“Se a criança for estimulada desde cedo, o repertório de cores dela vai aumentando”
Ou seja, se quando criança você tinha uma caixa da Faber Castell de 48 cores de dois andares com 8 tons de verde e o seu coleguinha uma caixa de 12, você estaria mais estimulado. Logo, você poderia distinguir maior variedade de tons de cores que o seu colega na vida adulta.
Um salve à Faber Castell.
