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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Rótulos

Notícia: Declaração de Miguel Tiago (PT) no Twitter sobre tatuagens e bandidagem

Uma amiga compartilhou no Facebook a infeliz declaração do sujeito pelo Twitter: “Tatuagem e bandidagem estão associados. Pode haver exceção. Mas é EXCEÇÃO!!!!”Eu não sabia quem era a pessoa e nem o que ele faz da vida. Pensei que fosse algum deputado, porque tinha a indicação do partido político junto ao nome, mas não consegui confirmar a informação. Depois descobri que ele é diretor do Procon de Goiânia. Mas isso não tem tanta importância. Político, médico, professor, faxineiro, advogado, comerciante, seja lá qual for a profissão, tem muita gente que ainda carrega preconceitos tolos como esse. 

Esse é o tipo de preconceito de quem simplesmente parou no tempo e se deixa levar por rótulos e construções sócio-culturais que já desabaram. Existe um ditado, bem mais antigo, que pra mim é bem mais verdadeiro: "quem vê cara não vê coração". Quantos bandidos pesados se escondem por trás de um terno e gravata muito bem passados? Essa rotulação tatuado = bandido se parece com coisas do tipo cabelereiro/estilista = viado, mulher que pratica lutas/artes marciais = sapatão. Sem contar que os adjetivos usados para tais associações são tão ridículos quanto. 

Já passou da hora das pessoas entenderem que ninguém precisa seguir uma fórmula ou um padrão pra nada nessa vida. Nesse mundo tão supercial, baseado demasiadamente em aparências, esses rótulos só servem pra reafirmar imagens erradas sobre as pessoas e ainda por cima, nos fazer perder a oportunidade incrível de mergulhar um pouco mais e conhecer de verdade quem é o outro. Uma tatuagem pode sim determinar um traço da personalidade de alguém, mas eu ainda acredito que as pessoas são (ou pelo menos deveriam ser) muito mais do que o que dá pra ver por fora.





terça-feira, 29 de novembro de 2011

Previne o câncer, provoca câncer


Mais um item para a lista de cancerígenos: as tatuagens


Eu gostaria que os cientistas decidissem definitivamente o que faz e o que não faz mal. Todos os dias é aquela velha história de: ovo mata, ovo salva, chocolate mata, chocolate salva, cerveja mata, cerveja salva, tomate dá câncer, tomate previne o câncer. Afinal, se eu ficar revezando estes itens eu consigo o equilíbrio, então? Mês sim, mês não eu consumo?
Agora apareceu essa aí, as tatuagens. É claro que é aquela coisa de "aumenta a probabilidade de". Mas tenho certeza que só de respirar aqui na avenida da minha cidade aumenta a minha probabilidade de ter um câncer de pulmão ou qualquer coisa assim. 

Estamos sob a "ditadura do medo" (apesar que detesto usar a palavra, essa pobre tão banalizada). Tudo vai nos matar no próximo quarteirão. Até a alface, esse treco inofensivo, é capaz de nos matar após o terceiro pé ingerido. Dá-lhe agrotóxico e tal.

E eu ando de saco cheio (saco cheio faz mal pras costas?). É tanto diz-que-me-disse que não dá para se confiar mais em nenhuma informação e além do mais, nada parece ser garantia. Até a caminhada, que parecia ser unanimidade, já é apontada por alguns como vilã. 

O que fazer então? Seguir sua vida tentando fazer o melhor possível, tentando fazer coisas que te façam se sentir bem, se isso for comer linhaça batida com clorofila, que seja. Se for comer bacon à vontade e correr feito um "meu-deus-que-isso", que seja. Sei que a minha tatuagem me espera. Não é 20 cm com tinta que me levarão ao caixão (assim espero!).