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sábado, 26 de janeiro de 2013

O Ken que não gosta da Barbie

Ken humano critica Barbie da vida real após encontro

Gente, tô triste.
 
Sério.
 
Se o casal perfeito, o Ken e a Barbie, não vai casar e ser feliz para sempre quem mais poderá ser? O Ken ama  a Barbie há uns 60 anos. Como assim agora ele não gosta mais dela? Tô chocada. Perdi minha fé no amor.
 
Qual a esperança para nós, meras garotas comuns, que não tem sua própria casa cor-de-rosa, carro cor-de-rosa e cachorro cor-de-rosa bonito?
 
Tô decepcionada.
 
Se uma "menina" multi-uso, como a Barbie, que pode ser médica, astronauta, cozinheira, veterinária, babá, mãe, modelo, advogada, comissária de bordo, estilista, bailarina, enfermeira, piloto, executiva, professora, miss, atriz, pianista, repórter, ícone da moda trash dos anos 80 e mais um monte de coisas não consegue conquistar o amor de sua vida, ninguém mais pode.
 
Não quero viver em um mundo onde o Ken acha a Barbie esquisita e sem personalidade.
 
Onde vamos parar?
 
Onde está o amor?

Sad.


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Era uma vez...

Manchete de Ontem: canadense vira noticia ao viajar 7 mil km em busca de ruiva que viu por poucos minutos em cafe

Acho impressionante como a mente humana pode criar de um simples esbarrão uma história digna de romance cinematográfico.

O rapaz  viaja de férias para um país distante e se encanta com uma ruiva com quem conversou brevemente a ponto de, depois de voltar para casa, não tirar mais a moça do pensamento.

"Ela é aquele tipo de pessoa que parece ser muito atenciosa". Fiquei intrigada com isso, não que eu não goste de histórias coraçõezinhos, mas, ele a observou por poucos minutos e nem sequer cogitou a possibilidade dela ser uma estelionatária, ou uma assassina em série, ou simplesmente uma louca possessiva?!

Que nada, ele preferiu apostar na sorte e partiu rumo ao desconhecido na Irlanda.

Mas o melhor foi ouvi-lo dizer que ainda que não a encontre, pois ele sequer sabe o nome dela, pelo menos daqui a 50 anos saberá que tentou.

Depois disso, fiquei torcendo pra a moça ser do bem, pra se encantar com esse dentista e também embarcar nessa emoção, porque de histórias manchando de sangue as páginas de jornais este mundo e eu já estamos cheios.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

De peludos para peludos




Ano passado eu estava indo a padaria numa tarde, então me deparei com um filhote de cachorro, muito do bonitinho e como bom cachorro filhote que era começou a balançar o rabinho e vir até mim, reparei que ele estava perdido, tinha coleira, talvez fosse de alguém ali perto, então resolvi sair perguntando para as pessoas das casas próximas ali se conheciam o cachorro. Até que vi uma Kombi e uma criança e sua avó lá dentro, fui perguntar pra eles, até porque crianças normalmente adoram os bichinhos, quando o menininho olhou pro cachorro, ele começou a ficar meio inquieto, foi quando reparei que a criança tinha algum tipo de deficiência motora, aí a avó toda feliz me perguntou onde eu tinha encontrado o cachorro e o garotinho todo ansioso e feliz já me pediu para segurar o cachorrinho. Conversei um pouco com a senhora que me contou sobre os problemas de saúde que o neto tinha e também os tantos outros que ele deixou de ter depois que ganhou o tal do cachorrinho. O menino não conseguia segurar um monte de coisas, mas segurava muito forte o cachorrinho, até tinha que tomar cuidado para não sufocá-lo.

Essa é uma das histórias em que você percebe o tanto que os animais não devem ser visto só como animais e que não precisam de cuidados tão especiais quanto nós precisamos. Igual no caso do menininho, ele tinha uma avó que o amava, tinha pais super cuidadosos, tinham médicos bons e foi justo o amor tipo Felícia que ele passou a desenvolver por um animalzinho que atenuou um pouco seu problema de saúde.

Agora imagine se um dia o cachorrinho desse menino viesse a ficar também doente e os responsáveis pelo menininho não tivessem condições financeiras para manter o cachorro numa clínica veterinária? Deixa o cachorro morrer? Explica para o menino que o cachorro era só um animal e que quando fica doente a gente deixa morrer?

Bom, esse foi só um exemplo, são muitas histórias de companheirismo, amor e ajuda dos animais para com os humanos. Por isso, é importante sim eles também serem ajudados por nós, existem donos sem condições de bancar um tratamento em clínica veterinária particular e existem muitos animais precisando de donos. Não dá para ficar esperando a pessoa ter uma condição financeira maravilhosa para comprar/adotar um bichinho. Por isso, se a pessoa puder oferecer amor, alimento e um lar, já pode sim ter um bichinho e ajudar a diminuir a quantidade de peludinhos órfãos por aí.

E assim como nós, os bichinhos também ficam doentes, também precisam de cuidados médicos e os “familiares” todos ficam querendo ver a melhora o mais rápido possível. E como normalmente no Brasil, você já deve ter reparado, não são as famílias mais ricas que cuidam de mais bichinhos, é muito importante sim que o Estado tenha um compromisso com esses animais e com esses donos. Não somos superiores a eles e não concordo que precisamos deixar o mundo perfeito para depois pensarmos em como tratá-los melhor. Até porque tratar bem os animais não deveria ainda ser um assunto em pauta, deveria ser uma realidade.



terça-feira, 4 de setembro de 2012

Ah, o amor...PERA

Manchete de Ontem: Russo finge a própria morte antes de pedir namorada em casamento


Essa coisa de que para o amor não há limites não deve ser levado tão a sério, ok? Se bem que isso me parece ser babaquice mesmo e não amor.

A ideia do cara partiu até que de uma premissa certa: fazer com que a outra pessoa pensasse e sentisse como seria a vida sem ele, o que, teoricamente, faria com que ela percebesse então como seria a vida com ele e aceitasse o pedido de casamento.

O tal moço tem dinheiro, coragem e confiava na saúde dela, porque a chance de saber o que seria a vida sem a noiva também foi recíproca pra ele. Eu não sei o que faria, acho um abuso, seja como for. Brincar com o que o outro sente, dar um choque que talvez nunca volte ao normal, abalar até as estruturas psicológicas da pessoa.

Tem algumas meios que são eficientes para se alcançar um objetivo, mas nem por isso se tornam válidos. E para você, foi uma prova de amor ou desrespeito?

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Amores e poliamores


O século XXI e suas "novidades", dirão os mais puristas. Ou pior: é o fim dos tempos, a desagregação da família, o pecado contra a moral e os bons costumes. Sintomas de uma sociedade doente e pervertida...
Esse fato demonstra que estamos vivendo uma época em que algumas pessoas simplesmente cansaram de viverem escondidas sob as máscaras exigidas pela sociedade para "se viver em harmonia". E o mais legal é perceber que, aos poucos, as esferas legais estão propensas a aceitar essas nem tão novas formas de se expressar o afeto, seja no casamento igualitário, ou união civil entre pessoas do mesmo sexo, não importa o nome. 
Ah, alguns podem dizer, mas o que a justiça aceitou é uma coisa que não vai alterar a ordem das coisas, pois é um cara pra duas mulheres, é apenas a ratificação do poder machista. Pode até ser, mas quem não lembra daquele filme '"Eu, tu, eles", que retrata algo muito comum aqui no Nordeste, de uma mulher que se relaciona com vários homens (bem como há vários relacionamentos como esse de São Paulo, às vezes de irmãs que "dividem" o marido e por aí vai) e, pelo menos os envolvidos, ninguém tá se importando muito com isso, naquela velha história de "cada um que cuide da sua vida".
Essa separação do público x privado, a despeito dos fofoqueiros e outros perscrutadores da vida alheia, é importante por aqui (como imagino que seja em outros lugares), porque deixa claro que, se não está ferindo efetivamente a vida alheia, a liberdade para se fazer o que bem entende é inalienável. E se rolar consenso entre as partes tanto quanto melhor. Como disse uma senhora de 70 anos, que dividia então o marido de 71 com uma irmã de 67 há 50 anos: "Ele paga as contas dele, eu as minhas, ela às vezes pede dinheiro emprestado a nós, mas paga as dela. E se for assim, cada um fica com o outro quando dá vontade. Ela nunca foi intrusa. Ele quis, ela quis, eu não me importo, pois sei o que ele sente por mim e eu sinto por ela e ela por ele. Mas não vou perder meu tempo explicando isso pro povo, pois quando quer, o povo pensa menos que um jumento".
Acostumamo-nos a encarar o amor como algo que só acontece entre duas pessoas, e muito mais entre um homem e uma mulher (mas isso é blá blá blá batido), e os ciúmes da infidelidade como algo que respalde essa relação, que na verdade, muitas vezes implica um sentimento de posse, ao invés da cumplicidade. Cumplicidade e amor independem de um compromisso entre duas pessoas, e se há gente capaz de compreender isso quem somos nós para dizer que estão erradas? Resta-nos fazer o óbvio: tentar compreender também.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Mas e o amor às ovelhas?


Igreja é instituição. Instituição é sistema. Sistemas são operados por pessoas. E é aí que tudo pode desandar. De nada adianta uma escola pública padrão Harvard, se professores insistirem no padrão excludente, desleixado, humilhante dedicado aos estudantes pobres.

Mas o assunto é outro. Os senhores,  homens, ricos, humanos – e mortais, diga-se de passagem – que empunham os cetros de poder das igrejas como um todo, mas da Católica, em pauta, insistem em não reconhecer as necessidades do mundo, os problemas da modernidade e as urgências que a sociedade vive.

Eu sempre pensei que esse poder poderia ser colocado a serviço de um bem maior, que vai além de joelhos sobre o chão, de dízimos, de terços matematicamente rezados. O bom pastor, cuida das suas ovelhas. Dá amor a elas.

É impossível que em pleno século XXI caminhemos com esse atraso que parece não querer se desapegar da cultura punitiva do Antigo Testamento e ignorar os ensinamentos de amor do Cristo. O atual Papa convoca os sacerdotes a combater o que chama de “potentes correntes políticas e culturais que querem alterar a definição legal do matrimônio".

O que é legal? O que é família? E quando não há amor? E quando há violência? Até quando? Até que a morte nos separe?

Não recrimino questão de fé. Longe disso. Tenho a minha. Mas acho que as igrejas têm um grande potencial mobilizador e nesse sentido, deixa muito a desejar. Pra não dizer que vai na contramão da história. Fico imaginando uma campanha pelo uso de preservativos encabeçada pela igreja e quão imenso seria o seu alcance, porque há sim, quem ainda não use por vários motivos, que vão da falta de acesso e conhecimento ao veto religioso.

Por amor às pessoas e para combater efetivamente a graves problemas sociais que a igreja coloca atrás de sua nuvem de incenso, é preciso incluir, respeitar e não corroborar com a onda de violência da qual se utiliza, cotidianamente, a homofobia.

E ouso ainda dizer, sob o risco do apedrejamento, que os senhores que detentores do poder religioso, em suas relações que estamos cansados de saber que existem, também se protejam. Pelo bem do ser humano. Assim seja.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Fortes indícios de esperança



Ironicamente em alguns países te prendem por tudo e outros te prendem que nada, não é?

Caro leitor, você deve estar pensando que eu não estava a fim de pensar neste domingão e resolvi comentar bizarrices, o que não deixa de ser verdade, só que talvez você não esteja captando o quão extraordinária é esta notícia.

Inicialmente o cara tem um trailer, como é chique ter trailer, não? Aqui no Brasil é chique sim, tanto que nunca conheci alguém que tenha um.

Agora repare só, o cara além de ser chique ter um trailer e morar ali no Condado de King e Condado de Pierce, ele tem 73 gatos e 1 cachorrinho. Imagine agora 73 gatinhos fofinhos... 12 gatinhos na sua cama, 15 gatinhos em cima da sua geladeira, 18 gatinhos brincando no seu fogão, 10 gatinhos revezando a vez na pia do banheiro e 13 espalhados pelo seu sofá... Hmmm! Não dá uma baita inveja? Atchim!

Mas aí um belo dia o cara resolve que já que tem um trailer bacana e vai dar uma volta, poderia muito bem levar todos esses bichinhos que lhe dão tanto amor e carinho para passearem, só que aí: Pare, o Senhor está preso!

Creio que para as pessoas que vivem num país tropical onde tranquilamente as pessoas matam, roubam, mexem em prédios sem autorização, estupram crianças, etc., e nada de cadeia, isso parece coisa de outro mundo, estou errada?

Mas é aí que entra o extraordinário da história, ter tantos gatos parece absurdo, só que pode até não ser; ter um trailer parece chique, só que pode até não ser; ser preso por passear com os bichinhos para não deixá-los trancados em casa pode até parecer exagero, só que pode até não ser; mas o que me deixou realmente emocionada é que o preso que tem 73 gatos estava indo visitar a namorada, leu aí? Namorada! Está mais do que provado que essa história de que pessoas que têm gatos estão fadadas a solteirice é falsa. O cara tem 73 gatos e tem uma namorada. Gente! O cara tem uma namorada e 73 gatos e 1 cachorro!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Fundamental é mesmo o quê???




Parece que aqui, na Espanha, ou no Sri-Lanka* as pessoas estão sempre à procura de um par, de um companheiro(a), da metade da laranja, da tampa da panela, do pé que calça o sapato velho.

Com esse mundo tão conectado, de tantas possíveis interações, ainda há quem se sinta só? Óbvio que sim. Algumas coisas não são conformadas com o uso de apenas alguns sentidos. É preciso o toque, o tato. Além disso, a convivência, o partilhar, dialogar, dividir e, por que não, o debater, discutir e junto a tudo isso, crescer.

Se considerarmos as possibilidades apenas pela tradicional, conservadora, bíblica e cristalizada divisão sexista, lamento informar, a coisa tá difícil. Há mulheres demais e as justificativas vão desde a perspectiva biológica ao potencial bélico de cada lugar.

Isso significa que se ampliarmos o campo de busca para a totalidade, procurando ‘pessoas’, simplesmente, ao invés de homens e mulheres e ao invés de buscarmos príncipes em seus cavalos e princesas em seus castelos o problema estará resolvido? Sinto decepcionar de novo, mas creio que também não. A busca não é aleatória e requer um perfil mínimo. Você quer uma pessoa legal, inteligente, interessante, que trabalhe (ou pelo menos que tenha disposição para), que queira construir junto, seja bem humorado, compreensivo, delicado, etc., etc., etc. E claro, se ainda sobrar espaço pra ser lindo de viver, tá valendo.

Pronto. Fechou o cerco novamente. De qual andar devo me jogar?

Na verdade, esse negócio de amor, relacionamento, namoro, casamento e afins, coloca qualquer Las Vegas no bolso. É aposta pura. É tentativa. É dar a cara à tapa. Se jogar mesmo e ver no que dá. Só a experimentação pode confirmar ou reprovar. Não há certificado de garantia, mas tem devolução, viu? O aparentemente perfeito, sacramentado em juras de eternidade também pode acabar. E diagnosticar que é hora de acabar mesmo, é tão importante quanto perceber que é hora de juntar. Não creio em nenhum Deus que queira a infelicidade de alguém que jurou amor eterno em algum ritual. Penso que o ‘eterno’ de Deus também é só enquanto dura.

E depois? Procurar de novo, oras! Ou não. Há, acredito, quem se baste. Só não admito isso como discurso vazio, arrogante, prepotente. Não há porque ter vergonha de não querer ser só e desejar sim, um parzinho de pés pra esquentar os seus. É recolher as fichas que tem e rumar ao jogo.

E pra você? “É impossível ser feliz sozinho”?


* Eu também não sei explicar o uso do Sri-Lanka toda vez que quero citar um outro lugar além dos que estão em pauta. Obrigada.

domingo, 11 de setembro de 2011

Vínculos, Laços e Relações

Amor e luto geram discussões sobre vínculos afetivos na atualidade

Conhecer e gostar vem fazendo parte da vida da gente desde o nascimento. Pais, avós, tios, (família em geral), amigos, professores, namorados etc. Esses vínculos afetivos são criados, mantidos e alimentados durante muito tempo, ou pouco tempo diante das decepções ou quaisquer outros motivos.
O amor por cada pessoa que entra na nossa vida tem densidades, razões e reações que às vezes nem nós mesmos sabemos dizer e explicar o porquê de "gostar de alguém logo de cara" ou de só depois de um tempo aquela pessoa despertar um carinho maior. Para cada pessoa que conhecemos, sentimos um "amor diferente", um "bem-estar diferente" e um "prazer diferente" de estar com aquela pessoa.  Esses laços de afinidade, esses vínculos que criamos com algumas pessoas, às vezes são tão fortes que, mesmo rompidos, podem voltar a acontecer (não que seja fácil lidar com isso). 
Esses rompimentos, quebras e separações causam, de certa forma, uma morte. E saber "manusear" essa sensação de perda e de fim é também variável de pessoa para pessoa. Uns parecem muito fortes, mas quando estão sozinhos se desesperam e se mostram verdadeiramente, mesmo que apenas para seus espelhos. Outros são realmente fortes e não deixam de sofrer, mas talvez tenham um maior autocontrole. Já há outros que se desesperam e sofrem às claras sem fazer questão de esconder que aquele fim foi realmente pesado para eles. 
Minhas perguntas são: como nascem e por que razão acabam certos sentimentos? Amor que acaba, por exemplo, pode ter sido amor de verdade? Um rompimento (que aqui considerei como morte) pode voltar com laços mais fortes? E os desgastes dessa relação? Se uma morte leva alguém muito importante de nós, o vínculo afetivo, o amor e tudo mais que se sentia pode acabar?
Poderia fazer muitas perguntas sobre isso. Sentimentos são pontos delicados e tanto sensíveis de se discutir ou tentar compreender, talvez seja melhor vivê-los, ou escapar deles para evitar os sofrimentos. Vai da escolha de cada um, mas a minha eu não conto. ;)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Iguais, porém diferentes


Inspirado em: http://migre.me/3Si5i

Este post não falará exatamente do livro e da entrevista tratados no link acima. Quero aproveitar o tema em questão para abordar outro aspecto do mesmo.

Acredito que todo mundo alguma vez já falou ou pelo menos ouviu alguém falar a seguinte expressão: "Mulher é tudo igual!" ou "os homens são todos iguais!"

Será mesmo?

Decerto eu seria o último a negar peremptoriamente o fato de que cada gênero tem suas próprias características, comuns a todos os membros do seu respectivo sexo. A psicanálise nos ensina que realmente a constituição psíquica de cada sexo tem suas diferenças, peculiaridades e idiossincrasias. Portanto, sim, o universo masculino e o feminino têm, respectivamente, maneiras próprias (e diferentes em relação ao outro) de lidar com a vida, o amor e o sexo oposto.

Apesar da psicanálise corroborar - e eu admitir - esse fato empírico, o meu questionamento é: podemos generalizar SEMPRE e dizer que TODOS os homens ou TODAS as mulheres, sem exceção, são iguais?

Não sou dono da verdade e não pretendo que meu ponto de vista seja o único válido e aceito por todos, mas, na minha perspectiva, a resposta é "não". Não dá para generalizar desse jeito. Muitas vezes, tais afirmações são feitas por pessoas que sofreram alguma(s) decepção(ões) repetitiva(s) com o sexo oposto.

Da minha parte, acredito que generalizações radicais, rígidas e contundentes desse jeito são um equívoco. A despeito do conjunto de comportamentos estereotipados típicos a cada gênero, há que se levar em conta a singularidade de cada indivíduo. Singularidade essa intimamente relacionada à sua história de vida, suas experiências com os pais (ou com quem exerceu as funções parentais) e suas características inatas.

Portanto, quando surgir em nossa vida uma nova pessoa do sexo oposto, tentemos dar-lhe uma chance para que ela mostre a pessoa única, individual e intransferível que ela é; pensemos duas vezes antes de projetar nela todas as nossas experiências, frustrações, mágoas e decepções que tivemos com os outros exemplares da espécie.