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segunda-feira, 26 de março de 2012

É...

Manchete de Ontem: Vaquinhas invadem as ruas de Goiânia
Três são presos por furto de vaca da CowParade
Arte e vandalismo: reações diversas do goianiense


A cidade está infestada de vaquinhas. Quem anda por Goiânia dá de cara com a CowParade, várias vaquinhas bonitas e interessantes, expostas em diferentes pontos da cidade. 

Seria tudo lindo e legal se  as pessoas resumissem seu comportamento a tirar fotos e admirar as vaquinhas superfaturadas (mas isso não é assunto pra esse post). O problema é que algumas pessoas não se contentam em ficar quietas e mexem com o que está quieto. Resultado: em menos de 15 dias de exposição já tivemos esculturas pichadas, roubadas (sim!), depredadas. Goiás (em especial algumas pessoas da capital) ainda tem muito o que aprender.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Vai que a moda pega...

Manchete de Ontem: Ministros flagrados vendo pornô pedem demissão na Índia

Dois políticos indianos renunciaram seus cargos para não sujarem a imagem do partido ao qual estão vinculados. O motivo? Foram flagrados assistindo filme pornô durante uma sessão na assembleia estadual de Bangalore.

 A nota dá a entender que eles renunciaram por vergonha e para não sujar a imagem. Fico pensando se a moda resolve pegar por aqui, se nossos admiráveis políticos resolvem abrir mão de seus cargos por conta das coisas erradas que são feitas, como desvio de verbas e "outras coisinhas". Muito provavelmente estaríamos com câmaras, plenários, assembleias praticamente vazias. Seria uma boa reciclagem, talvez. 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Questão de prioridade

Manchete de "Ontem": MEC quer tablets nas escolas, mas programa anterior que entregou laptops chegou a menos de 2% dos alunos
Laptops ficam guardados sem uso em escola de Brasília por falta de infraestrutura


A notícia não é necessariamente de ontem, mas vale ser discutida. Em um país no qual muitas escolas lidam com depredação, falta de livros, bibliotecas, professores com salários miseráveis e carga horária sufocante, surge a ideia de dar tablets para os alunos. Tão eficiente quanto o tal programa Um Computador por Aluno, também desenvolvido pelo governo.

Quando vejo esse tipo de notícia lembro de mim e da escola na qual estudava. Tinha uma biblioteca, mas no horário de aula não havia tempo para visitá-la e não podia levar os livros pra casa, era só para enfeite. O mesmo acontecia com o laboratório de informática que vivia trancado com correntes e cadeados, nunca entrei lá, aliás. Sei que essa situação também acontecia  na escola do meu irmão e acredito não ser muito diferente em várias partes do país.

Não sou contra utilizar a tecnologia para aprimorar o aprendizado, mas nesse caso é questão de prioridade. Há muito mais a ser feito, as escolas precisam de dinheiro para resolver outros problemas bem mais sérios do que doar tablets ou netbooks aos alunos. Está tudo errado.  

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

BBB, estupro, falta de respeito


Não sou fã de BBB, mas também não nego que às vezes assisto. Foi meio difícil passar o domingo sem dar de cara com a tal hashtag que pedia a expulsão de um participante, ou com discussões a respeito do estupro que pode ou não ter acontecido por baixo do edredom da “casa mais vigiada do país”.
 Não entendo de lei, mas entendo de bom senso e ele me permite achar que o que aconteceu (ou não) foi absurdo.  A moça pareceu desacordada enquanto era bulinada e depois de ver a edição desse domingo eu só pude pensar como manipularam tudo isso.  A edição não mostra o ocorrido, a garota é chamada no confessionário pra ter uma conversa que o público não teve conhecimento e depois saiu falando que fez tudo o que fez porque quis, sendo que antes não se lembrava, olha que legal.
O questionamento que fica é: até quando pode ir essa briga por audiência? Vale manipular e ser manipulado por um milhão, dois? Vale se expor assim e se submeter a esse tipo de ação?
Fiquei assustada com muitos comentários a respeito no Twitter, como "o negro fez negrice" ou " se bebeu deu margem para o que poderia acontecer", dando a entender que se você  bebe dá permissão para ser assediada por qualquer um. Ridículo.  Sendo verdade ou não, o assunto tão comentado serviu para eu ter certeza de que tem muita gente nesse país que precisa evoluir e rever seus conceitos, de verdade.

Ps: prometo não falar mais de BBB por aqui, juro. 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O racismo e os cabelos



É o tipo de notícia que não deixa muita gente feliz, pra não dizer ninguém. Aliás, para o jornalista André Forastieri, esse tipo de coisas “acontece”. Para ele o funcionário deve “vestir a camisa da empresa, dançar conforme a música”, mesmo que isso vá contra a questão de identidade, mesmo que isso seja uma falta de respeito contra o funcionário, pois foi isso o que se viu nesse caso da estagiária.

Fico entre a tristeza e a indignação, por ver que tem gente que mede a boa aparência pelo cabelo alisado, enrolado, pela blusa mais comprida para esconder os quadris.  Aliás, segundo a escola envolvida, o cabelo liso (ou preso, como os responsáveis alegam agora) é sinal de boa aparência, não se pode trabalhar por lá (e por tantos outros lugares) se você tiver o que muitos chamam de ‘cabelo ruim’. Não desce.

Sim, eu sei que várias empresas pedem que as funcionárias prendam os cabelos, mas esse não foi necessariamente o caso da moça.

Fico engasgada, besta mesmo, diante de tal situação. Li a notícia e custei a acreditar que era aquilo mesmo. A ideia do país miscigenado pode parecer clichê, mas ainda acho o fim quando dou de cara com pessoas com o pensamento tão ultrapassado, para não usar um termo mais pesado que possa definir minha indignação.


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Vale a pena?

Machete de ontem: 

Notícias distintas que tratam de um tema em comum: a vaidade e seus limites. Até onde se pode ir para alcançar a tão desejada beleza? Vale tudo por uma barriga enxuta, um nariz "no lugar", um cabelo liso?

Fiquei muito indignada quando vi a matéria no Fantástico semana passada sobre as mulheres que foram ao Paraguai fazer uma “recauchutagem” geral. Primeiro porque elas eram lindas e mal precisavam de tais ajustes. Segundo, porque fiquei me perguntando que tipo de pessoa confia nesses pacotões que oferecem milagres após cortes e agulhadas.

Faltou informação às vítimas desses açougueiros? Não sei, custo a acreditar nesse ponto e acabo ficando com a questão de que elas foram mesmo “ingênuas” e não ouviram as orientações necessárias.

A verdade é que nunca estamos satisfeitos conosco, muito raro achar alguém que diz que não mudaria nada em si mesmo e muita gente recorreria sim às intervenções cirúrgicas. Não condeno quem quer mudar, cada um faz o que é melhor para si, para se sentir bem, mas eu fico me perguntando até onde vale a pena se arriscar em busca de uma aparência melhor.