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sábado, 12 de maio de 2012

É preciso saber a hora de parar.

Manchete de Ontem: CPI do Cachoeira

Eu não tenho compaixão por pessoas corruptas, não mesmo. Até porque, não acho que sejam inteligentes.... De que adianta embolsar fortunas alheias, quando não se sabe a hora de parar?

Cachoeira é o caso mais atual, há quanto tempo esse jovem senhor está podre de rico? Porque diabos não foi curtir a vida e gastar essa grana toda? Além dele, temos Sarney aí quase morrendo, mas não larga o osso. O cara já roubou o caramba, continua dono do Maranhão, vai curtir, véi. Tivemos também ACM que morreu “trabalhando”, Maluf que continua fazendo propagandas políticas... São tantos caras que não sabem curtir a vida. ¬¬

Se o mundo fosse justo, acabariam todos presos, mas não acredito nisso, infelizmente. Só fico me perguntando, o que faz um cara que já está cheio da grana, se sujeitar ao risco de um dia passar por todo esse stress de sair no jornal, contratar advogado criminalista e talz, quando ele poderia simplesmente parar de roubar e começar a gastar o que roubou?

Por um mundo de corruptos que saibam a hora de parar de “trabalhar e aproveitar a vida, por favor.

domingo, 22 de abril de 2012

Roberto Jefferson receberá homenagem da Assembleia

Novamente, temos uma convidada no blog, a Karol Albuquerque. Leiam outros textos dela no blog Literatura Pop.

Manchete de ontem: 


Afinal, pessoas, por que não homenagearmos esse mártir, homem íntegro de nossa política, exemplo para nossas crianças, benção de uma geração?

Fico imaginando o que raios Roberto Jefferson fez de tão magnífico para merecer tal honra lá no Tocantins, ele que é natural do Rio de Janeiro e pelo Rio exercia seu mandato. Mas, claro, nosso magnânimo Brasil não tem divisas. Não há motivos para que tão nobre ex-parlamentar deixe de ser homenageado por seus feitos, afinal, denunciar o mensalão foi uma atitude digna de todos os clamores. Pena que perdeu o mandato, não é? Coitado.

Responda-me você, caro colega tocantinense, Roberto Jefferson já esteve aí? Você o viu na rua? Aposto que ele abraçou e beijou seu filhinho caçula. Rolou um doce de amendoim também, não rolou? E sua sogra? Ele conseguiu marcar o clínico geral para ela no SUS? Tenho certeza que tentou. Exala dignidade esse homem. Luto contra minhas lágrimas ao imaginar cena tão emocionante.
Volta para o trabalho agora, amigão, que Vossa Excelência, o nobre Deputado José Geraldo, está lá no Tocantins, legislando em favor do povo e distribuindo merecidíssimas homenagens a seus nobres pares, homens que levam no peito o nome desse país.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Quando o errado se torna certo.



Dessa vez não escolhi uma notícia, e sim as imagens que estão bombando no facebook. O texto abaixo não é só baseado naqueles que conseguem inocentar o pseudo-comediante  com a culpa dos políticos, mas para todo mundo que consegue relativizar o certo...



Então aí está você, o usuário da internet, o telespectador da televisão, o “reprodutor” das idiotices do momento. Aí está você, na sua posição confortável, achando que a ética é só pros políticos, que a lei é só pros meninos de rua, que o feminismo é viagem de mulher feia, que o trabalho digno é só pra sua classe... 

Até que um playboy embriagado atropele alguém que você ame, até que o piadista ofenda alguma minoria que te comove, até que você seja o funcionário público explorado em questão, até que você seja o cara escravizado pela zara, até que você chegue aos 65 anos, até que sua filha enxergue a lingerie como o único meio para convencer um homem, até que sua irmã seja estuprada, até que o machismo pise no seu calo... Até que o afetado seja você... Até que alguma coisa te faça acordar...

Não é atoa que os políticos continuam roubando. Quando eles chegam ao poder, se comportam como você. Eles já estão onde querem, já podem roubar de você e distribuir com quem lhes interessa. Eles não estão sendo afetados e assim como você, pouco se importam com as causas alheias.

Talvez seja o caso de você aproveitar sua falta de empatia, ética e bom senso, para se lançar candidato nas próximas eleições. ;)

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Cabe em nossas cabeças???

Manchete de Ontem: CRM da Paraíba apura denúncias de uso de furadeira em cirurgias de crânio


Nesse universo de piadas prontas, de imediato poderia falar do povo “cabeça dura”, das insistências históricas, daquilo que não muda, da tal ordem “natural” das coisas, do cristalizado, enfim. Mas há algo mais forte como pano de fundo. Há o serviço público como mote da piada, e mais que isso, na saúde, onde a corrida deveria ser pelas melhores condições para salvar, onde nada, absolutamente nada, poderia servir de motivo para piada.

Mas independente da manchete, das justificativas dadas pela equipe, das negativas, enfim, o que eu queria chamar a atenção mesmo era para a intervenção individual, humana, dos “CPFs” que participam dos processos e que tantas vezes fazem com que os sistemas pensados sejam alvos de críticas, de insatisfações e por que não, de piadas.

O “Ronda do Quarteirão”, por exemplo, sistema de polícia comunitária que atua aqui em Fortaleza, é um modelo exitoso copiado do Japão e do Canadá.  Uma polícia chamada “cidadã”, que deveria ser amiga e conhecida da comunidade, já que atua com um raio restrito, então, com condições de constituir vínculos de confiança. Mas não é bem assim. O “Ronda”, como sistema, não funciona ao apertar de um botão, fazendo tudo acontecer “à japonesa” ou “à canadense”. O Ronda, como qualquer outro sistema, é feito por pessoas, por gente, que carrega a sua bagagem de vida, suas querelas, seus traumas, além de suas habilidades e inclinações – ou não - para o trabalho.

Não é à toa que atos arbitrários, violentos, desregrados são registrados contra a equipe que compõe o “Ronda”. Instituir tal corporação, certamente, demanda uma intensa formação para que a atuação seja de acordo com o modelo pensado. E isso ainda não é garantia de que dê certo. O sistema é feito de gente, a coisa é humana, é corruptível, até certo ponto imprevisível e pode surpreender, ora para o bem, e outras tantas, infelizmente, para o mal.

Não diferente é o que acontece no campo das compras públicas, das licitações, quando as obras, as aquisições são pensadas de uma forma e acabam sendo executadas ou adquiridas de outra. Os projetos são bonitos e parecem atender às necessidades da população, mas de novo o elemento humano burla aquilo que parecia ser retilíneo, óbvio, correto e que conduziria a um ato eficaz.

Em suma, não adianta escolas bem equipadas com professores que não respeitam os alunos, transporte público moderno, onde os motoristas não respeitam as limitações de idosos e deficientes físicos, hospitais com tecnologias de ponta, onde os pacientes são ‘des’tratados. Bem como não há como manter tudo isso com qualidade se tais profissionais não têm o seu valor garantido, seus direitos respeitados.

Analisar qualquer questão dessas por um único ângulo denuncia nossa limitação em compreender o todo, em enxergar além da fumaça. Nada funciona automaticamente e a responsabilização também não pode ser automática.

A teia é densa, grandiosa e intensa e ver de fora, atirar pedras e militar no conforto de nossas cadeiras diante do computador pode não dar conta. Agir assim pode ser irresponsável, pode ser tiro no pé, pode ser “Bosh” na cabeça...

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Marcha contra corrupção.





A Secretaria de Segurança Pública insiste em 12 mil pessoas, bem...  Quem estava lá garante um número maior, a estimativa da PM é de 100.000 entre o desfile e a marcha. Quantos tinham? Nunca vamos saber... Mas creio nos 25.000.

E ainda é pouco.

Não sei quantas pessoas é preciso reunir pra chamar a atenção dos nossos políticos. Sou totalmente descrente quando o assunto é política... Mas confesso que fiquei animada com essa história de Marcha Contra Corrupção.

De alguma forma, a Dilma conquistou minha confiança enquanto presidente, mas falta muito para que eu tenha alguma esperança quanto ao Brasil. Enquanto PT e partidos aliados pedem pra ela maneirar na intolerância à corrupção, vemos que a saúde, a educação, as estradas, enfim, tudo continua um caos. Não basta o desvio de dinheiro às escondidas, as coisas são feitas de maneira escancarada e nós vamos engolindo aos poucos. Eu não quero chover no molhado, afinal estamos cansados de saber disso, então vamos prosseguir...

O fato é que a passeata foi maior do que apareceu na mídia, quem esteve lá voltou com alguma esperança, porque não pegar uma carona nisso? Deve haver algum motivo pra Secretaria de Segurança Pública tentar diminuir o número de pessoas, provavelmente há a intenção de fingir que não foi nada e evitar que uma próxima manifestação possa atrair mais gente. Eu não participei dessa, mas meus pais sim, minha irmã também, e me arrependi de não ter ido. A idéia deles era ficar dentro do carro... mas como se manter distante de uma pequena multidão que está gritando exatamente aquilo que você pensa?  

“Voto secreto não, eu quero ver a cara do ladrão”.

"Dilma, como é que pode? Eles te roubam e a gente é que se fode."

Hoje em dia marcha-se por tanta coisa, e se tivéssemos um governo que realmente nos representasse não precisaríamos de marchar por tudo. Mas é preciso ir às ruas por tudo quanto é coisa... Dizem que o jeito de protestar é o voto, mas como assim? Quando as opções de voto foram confiáveis? O que poderíamos fazer? Anular o voto mil vezes?

Já estou na próxima marcha, e acho que isso é muito fácil. Vou apenas passar de uma indignada do sofá para uma indignada itinerante debaixo de sol quente. Não prometo que vou me envolver em questões políticas profundas... Mas prometo que vou na onda! Se sou Maria vai com as outras? Só quando as outras pessoas são inteligentes e envolvidas com causas importantes.  Quem mais anima???

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Confundo política com novela.



Eu não sei se a culpa é minha, da política ou dos jornais. Eu não sei. O que eu sei é que as sessões de poder e política dos portais que acesso habitualmente, muitas vezes me lembram uma novela. Não chega a ser uma novela mexicana, pois apresenta muitas cenas comuns com novelas brasileiras, mas é uma novela.

Vamos à trama:

Núcleo 1: A gata Borralheira e seus ratinhos

Apesar de morar em um palácio, Dilma se ocupa apenas de fazer faxina (é o que diz a imprensa).  Os ratinhos, ao invés de ajudarem, só atrapalham. Além disso, morrem de medo da faxina, porque sabem que ratos não são comuns em locais bem limpos. Vizinho de Dilma, Michel, que deveria estar preocupado com o caos no seu partido, vê a cunhada assinando um contrato com  a Playboy e teme sua desmoralização (será? Só mencionei porque é uma  história bem parecida com a da filha x Raul Cortes em Mulheres de Areia).

P.S: Não se sabe o que a presidente fará com a suspensão da faxina.  Talvez  vá bordar, cozinhar, fazer compras ou encontre um grande amor. Nas novelas, toda mulher que para de praticar sua atividade preferida, encontra um grande amor.

Núcleo 2: Ala gay

Lula começa a novela sendo um insensível casado com Marta, passando o trator em cima de Eduardo Suplicy por amor à sexóloga. Em dado momento, Lula se encanta por Haddad, envolvido na polêmica do kit gay,  e resiste a esse amor por causa das pressões da bancada evangélica. Contudo, Lula acaba cedendo e protagonizando um beijo gay, que nunca irá ao ar. (Só não sei se vai colar a história do Lula tratorar, visto que toda vez que alguém vai passar com um trator em cima de algo em uma novela, trata-se de um grande empresário insensível. E, pelo que sabemos, Lula é povão, pobretão, super humilde e sensível ¬¬).
 

Núcleo 3: Sarney e suas amigas.

Sarney é a perua, tipo a Cristiane Torloni da novela das oito. Sabe-se que o ele é importante, mas ninguém sabe o que ele fez para se tornar importante. Ele comenta que uma ministra é gordinha, mas em tom de brincadeira porque ele tem muita classe. Quando é flagrado em uma ilha, em companhia de um empresário suspeito, a perua Sarney resiste ao escândalo com a ajuda de um amigo, que declara: “ele não é uma qualquer”. Ca-la-ro que como as peruas das novelas, Sarney comanda chás e cafés, da entidade que preside (entidade beneficente que beneficia  seus componentes), onde as participantes ocasionalmente trocam farpas.


Núcleo 4: Maluf, o velhinho ensaiando arrependimento.

Após anos negando seus crimes, e à beira da morte, o crápula teme o inferno e ensaia pedir perdão por um pecadinho para conseguir uma chancezinha de redenção. Contudo, ele já criou seus filhos na malandragem, e não consegue assumir o crime, pensando em não complicar o filhote, que tem alguns anos a mais de vida por vir. Péssimo político, mas ótimo pai. ¬¬



Enfim, talvez eu tenha assistido novelas demais nessa minha vida. Talvez os jornalistas tenham assistido novelas demais na vida deles. Talvez, talvez, talvez... Mas uma coisa é certa, tanto novela, quanto política, são realidades muito distantes da minha, com histórias que raramente me inspiram e quase sempre me dão nojinho.